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CARTA PÚBLICA AOS BLOGUEIROS PROGRESSISTAS

Posted by Liberdade Aqui! em 19/06/2011

DO VI O MUNDO

A carta da Pública aos blogueiros

Carta da agência Pública aos Blogueiros Progressistas

Caras e caros blogueiros,

É com muito prazer que escrevemos para vocês depois de dois meses de trabalho duro para construir um modelo viável de fazer jornalismo investigativo no Brasil.

A Pública, uma organização sem fins lucrativos, está apresentando suas primeiras matérias especiais.

Muito de vocês já conhecem o nosso site (www.apublica.org), e têm reproduzido as nossas reportagens nacionais e internacionais, o que nos faz acreditar ainda mais. Aos que não nos conhecem, convidamos a entrar na rede.

A Pública, agência de reportagem e jornalismo investigativo, foi fundada em março deste ano pelas jornalistas Marina Amaral, Natalia Viana e Tatiana Merlino para produzir e difundir investigações de interesse público que nem sempre têm espaço na imprensa tradicional.

Todas  as nossas reportagens são de livre reprodução, desde que citada a fonte. Nas próximas semanas teremos mais conteúdo inédito. Usem-no à vontade. Devemos espalhar o que diz respeito a todos nós…

Quem, como nós, cobre temas como direitos humanos, questões sociais e  justiça, sabe que estes são temas que não tem partido ou facção política; são essenciais para qualificar o debate que constrói a democracia brasileira.

É por isso que seguiremos fazendo jornalismo investigativo.

A Pública acredita na função social do jornalismo.

A Pública quer o fortalecimento do direito à informação.

A Pública acredita na transparência, como base da democracia.

A Pública é contra o segredo eterno de documentos públicos.

A Pública é contra o sigilo nos contratos da Copa.

Um abraço e até breve

Marina AmaralNatalia Viana e Tatiana Merlino.

PS do Viomundo: Agradecemos às jornalistas da Pública, bem ao como ao presidente-eleito do Peru, Ollanta Humala, que saudou no twitter o encontro dos blogueiros em Brasília.

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ANDRÉ VARGAS FALA SOBRE A BAIXARIA DO PSDB NA INTERNET

Posted by Liberdade Aqui! em 28/04/2010

Do Vi o mundo

“PSDB é coautor do assassinato de reputações na internet”

por Conceição Lemes

DEPUTADO FEDERAL ANDRÉ VARGAS (PT - PR) - Secretário Nacional de Comunicação do PT

jogo sujo na rede contra Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência da República, e o seu  partido, está aumentando em quantidade e intensidade.

Na madrugada de 12 de abril, o site do PT foi invadido. Ficou um dia inteiro fora do ar. Ao acessá-lo, muitos usuários tiveram seus computadores infectados por vírus.

Em 14 de abril, nova invasão (veja aqui aqui). Além de os crackers terem pichado a capa com dizeres favoráveis a José Serra, candidato do PSDB,  redirecionavam o usuário para um blog apoiador do tucano.

Em 18 de abril, a TV Globo colocou no ar o jingle do aniversário dos 45 anos da TV Globo. Embutia, de forma disfarçada, propaganda favorável a  Serra, como alertou prontamente pelo twitter Marcelo Branco, o responsável pela campanha de Dilma Rousseff na internet.

Ontem, 27 de abril, o deputado federal José Carlos Alelulia (DEM-BA) embarcou na demonização de Dilma, mas se deu mal.

A outra investida suja de ontem foi no site oficial do PSDB, que dá link para um outro – também registrado em nome do partido – intitulado “Gente que mente”, dedicado a atacar pessoalmente Dilma e os petistas.

“Ao dar espaço no seu site para um blog que ataca de forma virulenta a Dilma, tentando estigmatizá-la, o PSDB assina oficialmente a baixaria”, denuncia o deputado federal André Vargas (PT-PR). “Já pedimos ao nosso departamento o estudo de medidas judiciais cabíveis. O PSDB é coautor desses crimes de assassinato de reputações.”

“Os ataques na internet e o episódio do jingle dos 45 anos da Globo já mostraram que os adversários estão dispostos a tudo”, prossegue  Vargas, que é Secretário Nacional de Comunicação do PT . “Se agem assim em abril, já imaginou a baixaria que adotarão em agosto, setembro, outubro?  Temos de estar atentos o tempo inteiro e reagir rápido.”

Comunicação é considerada por muitos o calcanhar-de-aquiles tanto do PT quanto do governo federal. Por isso, resolvemos aprofundar esta entrevista, abordando algumas questões já levantadas pelos próprios leitores do Viomundo.

Viomundo –  O PT está há 7 anos no poder. A mídia corporativa esconde as realizações federais, distorce ou mente sobre elas. Ao mesmo tempo, basta ligar TV, rádio, abrir jornais e revistas, para encontrarmos montes de anúncios do governo federal, Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal. É masoquismo?

André Vargas – Todos os meios de comunicação já existiam à época da ditadura. E se constituiu consenso de que é preciso anunciar na mídia independentemente do posicionamento político. Se você pega o governo do Fernando Henrique Cardoso (PSDB), havia sintonia entre o projeto neoliberal do ex-presidente e aquilo que o setor privado desejava.  O nosso governo não é neoliberal, também não podemos dizer que é socialista. É um governo social-democrata preocupado com o bem-estar social, com a soberania e que entende o papel do estado na realização do projeto nacional de desenvolvimento.

Boa parte do setor privado, mesmo ganhando muito dinheiro, mantém na cabeça ideias, como “o mercado resolve”, “estado mínimo”. Concorda com a crítica do Serra de que “nós estamos fazendo o Estado crescer muito”, “não tem sentido o governo criar novas universidades federais”.  Isso repercute nas linhas editoriais, dois anunciantes de peso na mesma linha. Na verdade, os meios de comunicação ainda têm o coração lastreado nos princípios do governo anterior.

Nesse contexto, como o governo federal não vai anunciar? Seria muito incompreendido no Brasil de hoje. Mas o governo está fazendo uma inversão na distribuição das verbas publicitárias. Na semana passada O Estado de S. Paulodisse que os gastos do governo Lula com publicidade cresceram 40% em seis anos. Mas “esqueceram” de dizer que são apenas 10% maior do que o maior gasto do governo FHC. Temos dissintonia de visão do setor público e privado e ao mesmo tempo distribuição mais democrática.  Isso contraria interesses.

Viomundo – Como é a distribuição das verbas publicitárias?

André Vargas – No período FHC eram divididas entre 260/270 veículos de comunicação. Hoje, entre aproximadamente 2.500. Proporcionalmente os investimentos na chamada grande imprensa diminuíram.  Está-se investindo em veículos pequenos no interior do país, que, antes, não recebiam nada. A internet também teve algum investimento. Ainda é pequeno, mas já cresceu. A ideia de democratizar fere os interesses dos grandes meios de comunicação. Na prática, o “bolo” é quase do mesmo tamanho da época do Fernando. Só que, agora, é dividido em 2.500 pedaços, antes, em menos de 300. É um critério técnico. É a democratização dos anúncios do governo.

Viomundo – Como senhor explica o fato de PT e o governo raramente reagirem com firmeza quando atacados? É medo, contemporização ou resignação?

André Vargas – O PT apanhou bastante ao longo da sua história, mas os episódios de 2005 deixaram o pessoal aturdido. Nunca se viu uma mobilização midiática tão grande contra um governo, contra um partido, estigmatizando-os. Isso não quer dizer que os erros do PT não têm de ser analisados pela mídia. Devem, sim. Mas o que reivindicamos é isonomia: tratamento idêntico para problemas idênticos.  É só observar a cobertura da enchente em São Paulo para ver a discrepância. Quando a Marta estava no governo, era a maior ripa todo dia. Nas enchentes de dezembro de 2009 e começo de 2010, parecia que não tinha governador. O Serra sumiu do noticiário. A população acabou sendo a culpada.

Viomundo – Publicar informação correta não é favor; é obrigação de toda a mídia. Ao deixar de responder à altura, vocês não estariam contribuindo para desinformar a sociedade e, ao mesmo tempo, estimular a oposição a bater à vontade, já que ela conta com o apoio da mídia corporativa?

André Vargas – Uma coisa é o governo. Outra coisa, o partido político. No Brasil, a área de comunicação é uma das que mais resistem à democratização. Veja a reação dos grandes veículos à Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). As emissoras de televisão e de rádio não se vêem como concessão pública. Mas, realmente, o governo e o partido poderiam ter entrado mais nesse debate. Precisamos usar todas as alternativas democráticas de comunicação. No próprio PT, muita gente ainda não se deu conta do papel que a internet terá nesta eleição. O cidadão vai poder interagir com a informação no momento em que ela está sendo construída e não só depois de pronta, no final do dia, após os telejornais. Reconheço que a sociedade está mais esclarecida sobre o que estamos fazendo por ação da internet. Graças à internet, aliás, muitos factoides foram desmascarados. Se dependêssemos da grande imprensa, estaríamos fuzilados.

Viomundo – A eleição deste ano promete muito golpe abaixo da cintura, e a mídia tradicional terá papel central. O que os senhores pretendem fazer?

André Vargas – Nós sabemos disso e estamos nos preparando para acompanhar, juridicamente, todas as possibilidades que os meios de comunicação têm de manipular as informações. Assim como nós estamos acompanhando a questão das pesquisas. Nós temos de estar muito vigilantes nestes meses agora – abril, maio, junho e julho – que não temos horário político. E como o Serra é o candidato bem tratado  pela  mídia, será favorecido em termos de espaço e/ou melhor exposição. Depois, vem o horário político e os tempos e espaços terão de ser iguais. Daí o desespero por parte dos aliados do José Serra de abrir larga vantagem agora. Aí, tentam construir uma imagem irreal dele e desconstruir a nossa candidatura. A tática da oposição será inclusive tirar o presidente Lula da eleição.

Viomundo – De que forma?

André Vargas – A nossa força é a relação do Lula com a população. Então, vão dizer que é abuso de poder político, que o Lula é o presidente, que ele não pode dar declaração… Essa é a estratégia da oposição capitaneada pela mídia. Como o presidente Lula já disse que fará campanha nos finais de semana, vão questionar: “Como ele vai separar o que é a presidência e o que é campanha?”

O episódio do jingle dos 45 anos da Globo mostrou que estamos atentos. Reclamaram, mas nós fizemos o que achávamos certo. E vai ser assim. Tem de ser assim. Vigilância total. E com rapidez. Na hora.

Viomundo – Como foi?

André Vargas – O Marcelo Branco, responsável pela campanha da Dilma na internet, enviou um twitter, avisando que o tal jingle embutia, de forma disfarçada, propaganda favorável a José Serra. No ato, apoiei o que ele fez e retwitei.  O episódio do jingle mostrou que os adversários estão dispostos a tudo. Portanto, temos de estar atentos o tempo inteiro e reagir rápido. Entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, a mensagem do Marcelo foi retwitada para mais de 100 mil internautas. À noite, por várias razões, inclusive a reação na rede, o anúncio foi tirado do ar.

O Marcelo Branco não foi criticado pelo PT, ao contrário da Folha noticiou. A campanha tem uma direção, mas é nosso dever reagir também. Na terça-feira, dia 19, nós tivemos uma reunião da Executiva Nacional do PT e todas as falas sobre o assunto foram positivas.

Viomundo – O senhor acha a blogosfera fará a diferença nesta eleição?

André Vargas – Não tenho a menor dúvida. Não interessa ao Brasil uma eleição judicializada, mas pode interessar à oposição. A oposição, aliás, já está judicializando o processo. É um caminho mais tortuoso, pois depende da cabeça de cada juiz.  A oposição prefere a judicialização, pois não quer o debate, não quer a movimentação, não quer que o presidente Lula expresse a sua oposição.

Viomundo – O PT não fará nada contra a judicialização?

André Vargas – O PT de São Paulo já moveu uma ação e estamos nos preparando para essa batalha jurídica.  Uma coisa é certa: não vamos entrar em baixarias.

Viomundo – E a militância? Muitos reclamam que o PT se afastou das bases, da rua…

André Vargas – A mobilização física é importante. Mas a mobilização pela internet talvez vá ser muito mais importante. E ela vai muito mais visível daqui em diante porque o PT e a esquerda têm conteúdo político, temos organizações sociais que atuam nas várias questões cruciais: gênero, meio ambiente, raciais, cotas, saúde, trabalhador…

Viomundo – Nós temos informação de que a oposição está preocupada com a blogosfera independente, que defende a informação correta, adequada, ética e verdadeira, os movimentos sociais, a democratização dos meios de comunicação. Fala-se que a oposição e seus aliados teriam como estratégia o  sufocamento, o cerceamento e a intimidação desses blogues e sites progressistas. O que  acha disso?

André Vargas – Nós temos de continuar garantindo à internet a liberdade de expressão, para que as informações verdadeiras cheguem à sociedade. Pelo Congresso Nacional, tentativas de restrição não passam. Não há ambiente propício a isso. Talvez tentem pelo Judiciário, mas acredito que não consigam seus objetivos. Mas temos, de novo, de ficar atentos. Caso tentem sufocar esses blogues e sites, nós teremos de ter uma reação dura da cidadania. Por isso, a gente de tem de estar mobilizado. A nossa força é a nossa mobilização. Se nós nos apropriarmos da internet, como  aconteceu nos EUA, vamos ter condições de manter governos mais ousados, avançar mais nas conquistas sociais e insistir mais na liberdade de imprensa verdadeira.

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É HORA DE UMA MULHER NO PLANALTO

Posted by Liberdade Aqui! em 14/11/2009

Do site Vi o mundo

O CAPITALISMO SOLIDÁRIO

 

por Luiz Carlos Azenha

O Viomundo defende a tese de que não se faz campanha eleitoral sem “cojones”.

“Cojones”, ainda que interpretado como algo sexista, significa que é preciso atritar.

Criar atrito, partir para dentro, não fugir da raia.

Houve um blecaute? Na minha casa, sim, embora alguns leitores deste site ainda acreditem que foi uma alucinação coletiva. É preciso pedir desculpas — como fez Dilma — e contextualizar. Houve blecaute, sim. Infelizmente. Vamos investigar. E vamos aperfeiçoar o sistema. Mas o incômodo de um blecaute não se compara ao incômodo de um apagão duradouro. É preciso dizer isso. Um, para lembrar as pessoas do racionamento de FHC, especialmente do fato de que ele se deu em um quadro de falta de investimento governamental no setor e de sucateamento da infraestrutura.  Dois, para atiçar eleitores novos, que só viveram o blecaute de 2009 mas não o racionamento de 2001 e 2002, a buscar informação sobre o passado.

No racionamento de 2001 minhas filhotas, por exemplo, eram adolescentes que nem prestavam atenção no mundo da política. Hoje, ambas são eleitoras.

Quanto a pedir desculpas, é “in”. Num mundo em que poucos assumem responsabilidades, o político que pede desculpas é visto como “sincero”.

Mas também é preciso explicar, contextualizar, comparar e lembrar, sempre.

O eleitor não é idiota, ele simplesmente não viveu como muitos de nós a ditadura militar, por exemplo. Quem não teve a experiência política sensorial — ou seja, esteve lá fisicamente — exige um convencimento intelectual muito maior. Daí a importância do didatismo. E de não fugir de assuntos aparentemente espinhosos. Numa sociedade midiatizada como a nossa, é preciso confrontar diariamente os temas que interessam à opinião pública.

O Viomundo também afirmou — e reafirma –, que FHC ofereceu aos governistas uma oportunidade de ouro. Ele se colocou no centro do debate político e, portanto, deu a Dilma a oportunidade de taxar os tucanos de representantes do passado, do século 20, da antiguidade. A ministra deu sinais de argúcia ao atritar o rolando lero de FHC e aquele papo-aranha de subperonismo. Até parece que Dilma lê o Viomundo. Dilma pendurou FHC no pescoço de Serra e pôde se apresentar como candidata da “continuidade renovada”.

“Continuidade renovada” atende a dois tipos de eleitores. Aqueles que realmente gostaram 100% do governo Lula — dentre os quais eu não me incluo — e aos que, muito jovens, querem um governo do século 21 para um país do século 21. Dilma já tem grande apelo junto a esse eleitor pelo simples fato de ser mulher. Acho que ela, sabiamente, guarda essa carta na manga: um apelo direto às mulheres brasileiras, às mães e às donas-de-casa: “É hora de levar uma mulher ao Planalto”.

Mamãe, que em tese é muito conservadora para votar em Dilma, atenderia a esse apelo. Dona Lourdes, de 85 anos, acha que chegou a hora de uma mulher mandar no Brasil. As filhotas, também, desde que a mulher represente o século 21: feminista, feminina e pragmática.

O que me leva à tese final defendida pelo Viomundo: esqueçam a dicotomia esquerda/direita dos anos 60. Que falem os revolucionários, os anarquistas e os etapistas. Os eleitores hoje são “concretistas”. Quantas famílias o Luz para Todos atendeu? Como o Bolsa Família impulsionou o mercado interno? Quantas famílias terão acesso à casa própria através do Minha Casa, Minha Vida? Vamos aos números. Aos exemplos. Aos dados concretos. Esqueçam o onanismo ideológico.

O eleitor está disposto a pagar imposto — acreditem — se ele acreditar que o imposto pago por ele está melhorando a vida do país e, portanto, a vida dele próprio. Podem chamar de capitalismo solidário, capitalismo do século 21, o diabo. Se você explicar que o imposto está sendo bem usado e que acaba revertendo em um benefício social generalizado, o eleitor compreende. Por que? Porque os tempos são, relativamente, de vacas gordas. Qual é o pai que, diante dos filhos, nega que seja bom “ajudar os outros”, ainda que o faça de forma hipócrita? É preciso fazer o eleitor se sentir bem, se sentir útil, se sentir maior que um simples átomo social, isolado — se sentir parte de uma comunidade. As pessoas podem se dar ao luxo de exibir a solidariedade como um trunfo pessoal. Altruismo está na moda. Chamem de Capitalismo Solidário. É o mote.

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