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BASTA PROCURAR NO GOOGLE

Posted by Liberdade Aqui! em 04/06/2010

Via blog  Terror do Nordeste

André Vargas: Serra age como quem bate carteira e grita pega ladrão


O secretário nacional de comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR) rebateu os ataques à campanha da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, e evocou o passado do ex-diretor de inteligência da Polícia Federal, Marcelo Itagiba, para vincular José Serra a uma tradição de dossiês contra adversários.

“Para falar desse pseudo-dossiê sobre as ligações da filha dele (Verônica) com Daniel Dantas, basta Serra procurar o Google. Está no Google! Não existe dossiê. Mas a verdade é que Serra tem tradição de dossiês, não o PT. Basta lembrar de Marcelo Itagiba. Corre por aí que ele também coordenava dossiês contra o PT. É só procurar as notas que saíam nos jornais. Serra se comporta como aquele que bate a carteira e sai gritando: pega ladrão!”, ironiza Vargas.

Eleito pelo PMDB e filiado ao PSDB desde outubro de 2009, o deputado federal Marcelo Itagiba desempenhou papel de investigador nos depoimentos sobre a Operação Satiagraha, na CPI dos Grampos. Mas ele próprio havia sido denunciado por arapongagem contra a então pré-candidata à Presidência da República, Roseana Sarney, atingida nas vísceras pela operação “Lunus”, em 2002.

Em março daquele ano, a Polícia Federal encontrou R$ 1,34 milhão em dinheiro na empresa Lunus, de Roseana e Jorge Murad. Vinculou-se a grana a fraudes na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia). A imagem das cédulas definhou a candidatura Roseana.

Na sequência da operação da PF, o senador José Sarney alardeou uma trama suja para favorecer a campanha de Serra – o que envolvia a montagem de um dossiê no Ministério da Saúde. O peemedebista teria alertado ao presidente Fernando Henrique Cardoso sobre o vaivém de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no Maranhão, Piauí e Pará, para fuçar a vida de sua família.

Em 20 de março, Sarney realizou um dos mais duros discursos de sua vida parlamentar, em defesa da filha. Da tribuna, afirmou que “o Ministério da Saúde, em vez de tratar das epidemias, dá prioridade às coisas de inteligência e espionagem.”

Itagiba foi personagem reincidente no discurso de Sarney:

“A imprensa em quase sua totalidade publica que esse mesmo grupo está conectado para essas ações políticas na Polícia Federal e no Ministério Público citando o delegado Marcelo Itagiba, ex-chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Federal, ex-chefe do grupo de inteligência que se formou no Ministério da Saúde e que é, atualmente, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, e o Procurador José Roberto Santoro”.

Em nota pública, Serra reagiu aos ataques: “As insinuações que o senador Sarney fez a meu respeito foram todas, sem exceção, inconsistentes, irrelevantes e até mesmo alopradas.”

André Vargas, secretário de comunicação do PT, reaviva a história no dia em que José Serra acusa a oponente Dilma de ser a responsável política por um dossiê contra sua filha, Verônica Serra. “A principal responsabilidade por esse novo dossiê é da candidata Dilma Rousseff, disso eu não tenho dúvida”, declarou o tucano.

Procurado em seu gabinete, Itagiba não retornou os telefonemas para comentar as declarações do secretário petista. “Montaram dossiê contra Sarney, em 2002. E mais uma: Serra esquece que eles (do PSDB) fizeram um grampo ilegal no processo de privatização. (O ex-governador do Ceará) Tasso Jereissati também foi vítima de grampo”, complementa Vargas.

O deputado federal sustenta que, na campanha de Dilma, não há uma disputa interna entre o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o vice-presidente do PT, Rui Falcão. “Não existe. Pimentel está se dedicando a outro projeto, que é definir sua candidatura ao governo ou ao Senado em Minas Gerais. É difícil compatibilizar. E o Rui Falcão tem participado da campanha. Tentaram criar essa divisão. Agora, o coordenador é o (José Eduardo) Dutra. E estamos aguardando a definição do Pimentel”, relata.

Vargas defende que “a vida do candidato tem que ser pública”, numa campanha eleitoral. “Dossiê é conversa fiada. É procurar no Google”.

Terra Magazine

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ELEIÇÕES 2010: AS REDES SOCIAIS, FERRAMENTAS DECISIVAS

Posted by Liberdade Aqui! em 07/05/2010

Do blog do Escrevinhador

Entrevista: redes sociais e a guerrilha eleitoral na internet

publicada sexta, 07/05/2010

por Juliana Sada

A cinco meses das eleições, a internet já é campo de uma batalha intensa entre os partidários dos diversos candidatos. Para além das páginas oficias, se destacam as publicações feitas por pessoas comuns – sem ter necessariamente ligação oficial com o partido ou estar a serviço dele. Os conteúdos são publicados por meio de diversas ferramentas que se tornam cada vez mais populares entre os brasileiros; é o caso do Twitter, Facebook, YouTube, Orkut e dos já conhecidos blogs.

Página no Facebook contrária à Serra, já conta com mais de oito mil apoiadores


Na campanha eleitoral, estas ferramentas serão as novas armas dos publicitários seguindo o exemplo do que foi feito na campanha de Barack Obama, na qual as redes sociais foram um trunfo do candidato vencedor. A campanha do PT já tem como consultores os publicitários da campanha de Obama, procurados também pelo PSDB afirmaram não fazer campanha para partidos conservadores. Além da campanha oficial, ambos partidos já montaram uma estrutura para dar suporte a simpatizantes que desejem disseminar informações e campanhas pela internet.

Para debater o assunto, Escrevinhador conversou com Ronaldo Lemos, professor titular e coordenador da área de propriedade intelectual da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas – RJ e diretor do Creative Commons no Brasil.

Escrevinhador As redes sociais são um fenômeno relativamente novo e ainda muito do seu potencial está sendo explorado. Na sua visão, qual o nível de aproveitamento destas ferramentas no Brasil?

Ronaldo Lemos De um modo geral, sem considerar o contexto das eleições, o uso das redes sociais e demais ferramentas (como blogs, twitter etc) é intenso no Brasil. No entanto, é essencialmente um uso não-profissional. Falta ainda no Brasil um grau maior empreendedorismo tanto nas redes sociais (com o desenvolvimento de aplicações por exemplo), quanto na produção e profissionalização de conteúdo online descentralizados. No Brasil, grande parte da produção de conteúdo profissional na web é feita pelas empresas de tradicionais de mídia.

Escrevinhador Uma das inovações trazidas pelas redes sociais é a possibilidade de indivíduos comuns serem emissores de opiniões e mensagens, realizando uma comunicação descentralizada. Entretanto, as redes sociais já são largamente utilizadas pela publicidade Isso traz algum prejuízo à possibilidade das pessoas serem emissores?

Ronaldo Lemos Esse ponto é importante. Muitas vezes a comunicação pela web faz perder um pedaço importante da informação: quem é o seu emissor. Nesse sentido, mensagens comerciais ou partidárias são muitas vezes lançadas na rede como se fossem comunicação casual entre pessoas. Casos extremos a esse respeito acontecem, por exemplo, na China, onde o governo chegou a pagar R$0,10 por comentário anônimo postado nas redes sociais e sites que fossem favoráveis ao governo. Nesse sentido, é importante lembrar que o uso da web dá sim poder para as pessoas, mas organizações, partidos políticos e governos, inclusive os autoritários, aprenderam rápido a se valer também dessas ferramentas.

Escrevinhador Durante a campanha de Barack Obama, as redes sociais (tanto oficiais quanto de apoiadores) foram fundamentais. Isto já foi percebido pelos políticos brasileiro que já preparam campanhas que explorarão mais as redes. Você espera que surta o mesmo efeito aqui? Tendo em vista que o uso à internet no Brasil é muito distinto do estadunidense.

Ronaldo Lemos A internet vai modificar bastante a dinâmica das campanhas e dá para antever disputas acirradas pela rede. No entanto, sua capacidade de influenciar as eleições majoritárias, como presidente e governadores, a meu ver, ainda é pequena. Obviamente não dá para deixar a internet de lado, mas ela não será um fator central de decisão nessas campanhas. No entanto, a rede permitirá pela primeira vez o surgimento de candidaturas de “nicho”, por exemplo, para o Congresso e Assembléias Legislativas estaduais, com novas vozes que sem a internet não teriam chance.

Escrevinhador Este panorama também depende da iniciativa das pessoas em participarem da campanha como apoiador. Isso pode criar uma nova maneira de ativismo ou engajamento?

Ronaldo Lemos Pode sim. O que fez muita diferença nos EUA foi a possibilidade dos eleitores doarem dinheiro descentralizadamente para seus candidatos através da internet. No Brasil isso passou a ser possível também, mas por razões culturais, não creio que essa prática será significativa para essas eleições, com um volume baixo de doações sendo feito dessa forma.

Escrevinhador Nas últimas semanas, temos visto já uma acirrada disputa na internet entre partidários da Dilma Roussef e do José Serra. De um lado temos páginas oficiais sendo criadas para atacar os candidatos (caso do gentequemente do PSDB, por exemplo) e de outro, temos as páginas não oficiais que se dão ao direito que recorrer a xingamentos, sátiras mais pesadas… Esse panorama é esperado? Que tipo de regulação pode ser aplicada nestes casos?

Ronaldo Lemos A lei eleitoral manteve o direito de resposta para sites que fazem campanha. Dá para esperar um número grande de ações nos tribunais eleitorais a esse respeito. Mas controlar o conteúdo na web é tarefa difícil e isso é bom. Essas eleições serão um passo importante no sentido de maior amadurecimento da esfera pública brasileiro. Nesse sentido, a campanha pela internet entrega cada vez mais ao eleitor a responsabilidade de ponderar e interpretar o valor de cada informação emitida na rede.

A AgênciaClick fez um ótimo vídeo sobre o perfil dos usuários brasileiros nas redes sociais. Vale a pena ver! Para assistir, clique aqui

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OS ENTREGUISTAS: ELES SÃO A FAVOR DA ALCA

Posted by Liberdade Aqui! em 06/05/2010

Do Blog do Favre

Serra volta a atacar o Mercosul

O candidato tucano de oposição voltou a atacar o Mercosul, durante palestra para empresários em Rio Grande do Sul. Após afirmar sua oposição ao voto do Congresso nacional em favor do ingresso da Venezuela no bloco, o candidato do PSDB afirmou que as decisões no Mercosul deviam levar em conta o peso diferente de cada país membro. Deu como exemplo a União Europeia. Só que lá durante anos, como no Mercosul hoje, as decisões só podiam ser unanimes. Ainda hoje na União Europeia, os países membros tem direito a veto sobre qualquer decisão.
Além de atacar o Mercosul, Serra acusou uma jornalista da RBS de partidária, por ter perguntado se não era vergonhoso ter um exaliado (o ex-governador José Roberto Arruda) envolvido em escândalo.
Antes, o ex-governador de São Paulo, criticou o loteamento de cargos no governo federal e pretendeu que isso não era sua prática sobre o assunto. A declaração, feita poucos dias após os jornais indicarem a nomeação de políticos ligados a Quercia no governo estadual, mostra o grau de hipocrisia que acompanha as falas do demo-tucano. A máquina estadual esta lotada de cargos de confiança e comissionados ligados aos partidos da base demo-tucana e o mesmo acontece na prefeitura de São Paulo. Basta lembrar que o ex-senador de Pernambuco, Roberto freire, presidente do PPS, recebe uma boquinha como conselheiro de uma empresa municipal de São Paulo, para constatar a falta de pudor do candidato. LF

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“Venezuela no Mercosul seria uma insensatez”, diz tucano

De Porto Alegre – VALOR

Quase seis meses depois de o Congresso Nacional ter aprovado o ingresso da Venezuela no Mercosul, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, manifestou-se contrário à entrada daquele país no bloco do Cone Sul. Para o tucano, o ingresso da Venezuela no grupo, por razões eminentemente “políticas”, seria uma “insensatez”. O ingresso da Venezuela no Mercosul só aguarda a aprovação pelo parlamento do Paraguai para ser concretizado.

Em palestra na Federação das Associações Comerciais da Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul (Federasul), Serra Serra voltou a fazer críticas ao Mercosul, que, segundo ele; sequer conseguiu consolidar a etapa de estabelecimento de uma zona de livre comércio. O tucano afirmou que essa deve ser a prioridade do bloco – e não a meta “irrealista” de criação de uma união aduaneira – e defendeu a introdução de um mecanismo que garanta pesos diferentes para os países-membros, de acordo com as dimensões da economia de cada um.

Na apresentação a mais de 300 convidados fez críticas ao governo do PT, lembrou de iniciativas que adotou quando foi ministro na gestão Fernando Henrique Cardoso e procurou demonstrar familiaridade com a economia gaúcha.

A apresentação agradou os presentes ao almoço. A avaliação mais comum foi a de que Serra demonstra “competência administrativa” e – ao contrário da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff – uma boa experiência eleitoral. Mesmo assim, um executivo, que pediu anonimato, disse que o desempenho da petista no Estado pode “surpreender” devido aos problemas enfrentados pelo governo da tucana Yeda Crusius, alvo de denúncias de corrupção.

O pré-candidato afirmou ainda que no governo Lula as agências reguladoras foram “loteadas” entre os aliados do PT e que num eventual governo dele “deputado não indica diretor de empresa, secretário nem subsecretário”. Para ele, o Brasil precisa “recuperar a ideia de planejamento a médio e longo prazo” e a “batalha permanente” pela redução de custos no setor público “saiu de moda nacionalmente”.

Depois de atacar a carga tributária e as taxas de juros, Serra disse que as empresas gaúchas, fortemente exportadoras, sofrem com o câmbio valorizado. Ele também afirmou que o Brasil carece de política de desenvolvimento para “microrregiões problemáticas como o sul e o sudeste do Rio Grande do Sul”. Segundo o tucano, quando foi ministro do Planejamento, ele promoveu a “descentralização” da indústria automotiva. (SB)

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Como diz o Paulo Henrique Amorim, o que pensa esse Serra… ou será que ele pensa?!

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ELEIÇÕES 2010

Posted by Liberdade Aqui! em 05/05/2010

Da Agência Carta Maior

Presidente popular elege seu sucessor?

– Depende do tipo de governo que ele faça e do tipo de candidato que tenha –

Um esporte favorito da imprensa mercantil é tentar passar como realidade seu desejo de que Lula não seja capaz de transferir sua extraordinária popularidade a Dilma. Primeiro, diziam, Dilma não decolaria. Fracassaram: mais além das manipulações, há um evidente empate técnico nas pesquisas, sem que outro candidato cresça, impondo o caráter plebiscitário da eleição.

Em segundo, se trataria de buscar casos de dificuldade de transferência de votos por presidentes com popularidade. Nesse caso, a ginástica tem que ser bem maior. O Chile sempre foi a referência do Serra e dos tucanos, inclusive porque os governos da Concertação nunca saíram do modelo herdado de Pinochet, a tal ponto que a abertura escancarada da sua economia lhes impede de participar do Mercosul ou de outros projetos de integração regional, como o Banco do Sul, entre outros. Serra pregava o modelo de privatização chilena da Previdência e a precarização laboral advindas ambas do governo de Pinochet, como o modelo que pretende seguir. Esse modelo foi derrotado. A derrota é a de um modelo de referência tucana, incapaz de transferir sua popularidade a um péssimo candidato – o ex-presidente democrata cristão Eduardo Frei.

No caso da Colômbia, se trata do aliado privilegiado dos EUA na região, Alvaro Uribe, representante claro da extrema direita no continente, com dificuldade de eleger o seu sucessor, ex-ministro do governo, supostamente com popularidade, até que foi espetacularmente superado por um candidato opositor.

Uma das tantas viuvinhas do FHC na mídia mercantil faz essas comparações para tentar encher-se de esperança de que Lula não elege seu sucessor. Só que escolhe mal – como sempre – os critérios de comparação. Nenhum desses governantes se assemelha com as orientações do governo brasileiro. Bachelet e Uribe estão muito mais para FHC do que para Lula.

Teria que tomar como critério os governantes que privilegiam a integração regional e as políticas sociais. Nesse caso, a referência obrigatória não são Bachelet ou Uribe, mas Tabaré Vasquez, ex-presidente do Uruguai. Tabaré, como Lula, rompeu com a sequência de governos neoliberais no seu país, integrou o Uruguai nos processos de integração regional, privilegiou as políticas sociais e terminou seu mandato com um extraordinário apoio popular.

O que dizia a direita de lá? Que Tabaré não conseguiria eleger seu sucessor, ainda mais por que a Frente Ampla escolheu um ex-militante clandestino na luta contra a ditadura – um ex-Tupamaro, Pepe Mujica – como candidato à sua sucessão. A inovação radical de um personagem assim, se dizia, impediria dar continuidade ao governo de Tabaré. Por aqui, os corvos – aqueles mesmos que querem enterrar a “farsa” (sic) do Mercosul – torciam pelo retorno da direita.

Mujica ganhou espetacularmente, assumindo que tinha mudado as formas de luta, mas que nunca tinha mudado de campo, seguia fiel ao campo popular. Silêncio total da imprensa tucana nas lições a tirar, porque não favorecem as abordagens viciadas dos militantes dos partidos da imprensa (não são mais jornalistas, porque a partir do momento em que a executiva da Força Serra Presidente disse que são partidos de oposição, passaram todos a ser militantes desse partido e não mais jornalistas profissionais). Poderiam fazer comparações de Tabaré com Lula, de Mujica com Dilma, da direita derrotada na sua tentativa de retornar ao poder com o bloco tucano-demista. Mas, quando a realidade contradiz os desejos das viuvinhas, melhor recolher-se no silêncio contrito do desespero serrista.

Mas essa é a grande comparação. Tabaré elegeu Mujica, como Lula pode eleger Dilma. Depende do tipo de governo que foi feito. FHC não elegeu Serra, pelo governo que fez e pelo candidato que escolheu. Tabaré elegeu seu sucessor, pelo governo que fez e pelo candidato que foi escolhido pela Frente Ampla. Lula pode eleger seu sucessor, pelo governo que fez e pela candidata escolhida para sucedê-lo – Dilma.

Sei que é duro comparar a realidade com os sonhos desvairados de retorno tucano e das viuvinhas que telefonavam todo dia para o Planalto para falar com o presidente. Mas a realidade é implacável com as avaliações equivocadas. Deveriam, os corvos, tirar lições dos seus desvairados projetos de derrubar Lula em 2005, para que não recebam a realidade de volta como bumerangue a chocar contra suas cabeças deformadas pelas lentes elitistas com que tentam enxergar o mundo.

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VOTOS DE CIRO IRÃO MAJORITARIAMENTE PARA DILMA

Posted by Liberdade Aqui! em 01/05/2010

Do Vi o mundo

Para onde vão os votos do Ciro Gomes?

30 de Abril de 2010

Votos de Ciro Gomes tendem a favorecer Dilma, diz especialista

A retirada da pré-candidatura do Deputado Ciro Gomes à Presidência da República consolida uma pergunta que já rondava o debate sobre a sucessão presidencial: para onde escoarão os votos do eleitor de Ciro? Para Serra ou para Dilma?

Para onde vão os votos do Ciro Gomes?

CIRO GOMES: "DILMA FOI A MELHOR ESCOLHA DE LULA"

do Maurício Dias, na CartaCapital, via Vermelho

Na terça-feira 27, o PSB defenestrou Ciro Gomes. A Executiva do partido decidiu, por 11 votos contra 2, que os socialistas não teriam candidatura própria à Presidência da República. Mas, além desse fator, sem a presença de Ciro Gomes na competição, cresce a possibilidade de a eleição de outubro ser definida no primeiro turno. Um resultado possível em eleição polarizada, entre petistas e tucanos, e ainda com forte viés plebiscitário como será a de outubro.

Nesse ambiente inteiramente polarizado,a oposição e a imprensa que a vocaliza reagiram à decisão do PSB de retirar o nome de Ciro do páreo e, principalmente, contra a decisão de consolidar o apoio à candidata governista.

O que será dos votos de Ciro? O cientista político Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus, responde à pergunta assim: “os votos de Ciro Gomes vão mais para Dilma Rousseff do que para José Serra. Em dados gerais, pelos nossos cruzamentos, 50% vão para a candidata do PT e 30% para o candidato do PSDB.”

Para ele, os 20% restantes seriam redistribuídos igualmente entre Marina Silva, do PV, e os indecisos.

“Se considerarmos as proporções para Dilma e para Serra, temos 65% dos votos indo para ela e 35% para ele”, diz Guedes.

A lógica do raciocínio de Ricardo Guedes baseia-se no princípio do que ele considera “pacto do tipo social-democrata europeu”, que teria se formado no Brasil. Ou seja, “a esquerda passa a ser institucionalizada, e a direita cede para programas sociais”.

Os votos de Ciro Gomes favoreceriam, assim, Dilma Rousseff por estar na posição de centro-esquerda do especto político.

Guedes lembra que o eleitor de Marina Silva, o terceiro nome da disputa com potencial de voto pequeno, mas possivelmente decisivo, pode vir a fazer voto útil em Dilma, na reta final das eleições. Isso ocorreu com a ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL, nas eleições presidenciais de 2006. Ela chegou a ter 15% das intenções de voto (um número muito próximo ao porcentual máximo atingido por Ciro nas pesquisas de 2009) e terminou com 5%.

Guedes afirma que o voto dela “fluiu para Lula”.

O nome de Plínio de Arruda Sampaio, recentemente definido como pré-candidato do PSOL, ainda não foi incluído nas pesquisas.

Ricardo Guedes engrossa o coro daqueles que acham possível (como já falou João Francisco Meira, do Vox Populi), a eleição ser decidida pela via rápida, em apenas um turno. A favor da candidata do PT.

As condições econômicas e sociais favorecem a candidatura de Dilma Rousseff, que expressa o voto na continuidade, estando a oposição com dificuldades de formular um projeto alternativo para o País. Com a tendência de maior conhecimento de Dilma, as intenções de voto permanecerão equilibradas até o início do período eleitoral, com os programas eleitorais nos meios de comunicação e os debates”.

Ao contrário do que se esperava, a questão ambiental não tomou conta dos debates. Isso projeta dificuldades para Marina manter um porcentual de votos acima de um dígito. A pesquisa Ibope, mais recente, indicou que 10% dos eleitores votariam nela se a eleição fosse hoje.

Os debates, segundo Guedes, serão fundamentais para a alteração, ou não, dessas tendências. Ele acredita que, como ocorreu com a candidatura de Heloísa Helena nas eleições passadas, parte do eleitorado de Marina Silva pode vir a fazer o voto útil. Enviado pelo amigo Amorim de São Paulo.

Fonte: Carta Capital / Coluna Rosa dos Ventos – Maurício Dias

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BRIZOLA NETO DENUNCIA ESQUEMA SUJO DO PSDB

Posted by Liberdade Aqui! em 28/04/2010

Do Blog Tijolaço

No plenário, a denúncia da sujeira tucana na web

quarta-feira, 28 abril, 2010 às 16:08

Brizola Neto, fala como líder do PDT na Câmara, e denuncia esquema do PSDB na internet

Embora eu não tenha ficado satisfeito com meu próprio desempenho, acho que cumpri meu papel hoje, ao falar na tribuna da Câmara, da verdadeira fábrica de manipulação,  calúnias e difamação que a direção do PSDB está promovendo na internet e que eu denunciei, com documentos incontestáveis, aquiaqui. Entreguei os documentos aos líderes do PT. De agora em diante, a decisão de levar à Justiça é deles, não me cabe.

Vou reproduzir  abaixo as notas da taquigrafia com o que disse – daqui a pouco posto em vídeo, inclusive a discussão que tive com o líder tucano, Antonio Carlos Pannunzio, que, sem ter o que responder, foi questionar meu direito de falar ao plenário, usando, como sempre, a tática de censurar quem diz a verdade. Fui à tribuna, como fica claro, como líder do PDT, pois sou, até junho, o 1° vice-líder e, na ausência do líder, tenho tal franquia. Registro também que o deputado Dagoberto, o atual líder do PDT, ausentou-se para que eu pudesse assumir e falar, solidário à importância do que eu tinha a dizer e cedendo-me, com a gentileza de sempre, o espaço.

Levou a resposta merecida, porque nada mais honra Leonel Brizola do que enfrentar, de peito aberto, os manipuladores da mídia, a direita e os vendilhões do Brasil.

Para assistir ao discurso em que Brizola Neto denuncia com todas as provas o PSDB click aqui.

O SR. PRESIDENTE (Antonio Carlos Magalhães Neto) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Brizola Neto, para uma Comunicação de Liderança, pelo PDT.

O SR. BRIZOLA NETO (PDT. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Obrigado, Presidente ACM. Cumprimento os nossos pares Parlamentares. Vou usar o tempo de Liderança do PDT para fazer uma denúncia grave do que tem ocorrido no processo eleitoral brasileiro.
Sabemos que o processo eleitoral nem começou oficialmente mas já temos uma mostra de que esta campanha vai ser uma das com nível mais baixo desde a redemocratização do nosso País.
Digo isso, Sras. e Srs. Parlamentares, porque essas iniciativas que vemos muitas vezes, principalmente na internet, são de quem não tem proposta para o Brasil, de quem não sabe fazer discussão do campo político e parte para as agressões, para os ataques baixos, para a calúnia e a difamação.

Sabemos que quando isso ocorre, muitas vezes na rede, Deputado José Genoíno, partindo de militantes, às vezes partindo até de redes sociais, mas quando esses ataques caluniosos, que buscam somente difamar a história e a honra do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e de sua candidata, Dilma Rousseff, ficamos espantados quando parte oficialmente do PSDB. Está aqui, Deputado Genoíno, depois irei entregar a V.Exa. e à Liderança do PT. Conseguimos verificar que existe um site, que não é ponto com, é ponto org, o que caracteriza justamente o registro das direções partidárias. O site do PSDB, psdb.org, tinha um link para um site que diziagentequemente.org.

Sr. Presidente, para concluir, fomos verificar, e esse site, simplesmente difamador, que dá golpes abaixo da cintura, está registrado oficialmente pelo PSDB. Esse é o pessoal que diz que pode mais. Realmente podem mais baixaria, calúnia, porque não têm a capacidade de fazer o debate.
Ontem mesmo tivemos um episódio, promovido por um Deputado desta Casa, que divulgou uma carta falsa da jornalista Marília Gabriela, em seu site. Logo em seguida, foi desmentido e teve a ameaça de ser processado por essa jornalista pela falsa carta de Marília Gabriela sobre sua opinião da candidata Dilma Rousseff.
(há uma pequena interrupção das notas taquigráficas do final da fala)

Aí Pannunzio questiona minha presença na tribuna e recebe a informação de que a ocupei legitimamente. E fala que “de qualquer forma, quero dizer que o Deputado Brizola Neto devia ponderar um pouco mais, até para ficar à altura do legado do avô dele, para não ficar numa política mais baixa.”. É muita cara de pau, vir falar em política baixa justamente  o líder do partido que faz este tipo de imundície na internet. E eu reagi.

O SR. BRIZOLA NETO – Presidente, assim não contribui com o debate.

O SR. PRESIDENTE (Antonio Carlos Magalhães Neto) – Deputado Brizola.

O SR. BRIZOLA NETO (PDT-RJ. Sem revisão do orador.) – Aí eu vou pedir uma questão de ordem, até porque eu fui citado.

O SR. PRESIDENTE (Antonio Carlos Magalhães Neto) – Eu peço que nós possamos manter a ordem.

O SR. BRIZOLA NETO (PDT-RJ. Sem revisão do orador.) – Eu fui citado.

O SR. PRESIDENTE (Antonio Carlos Magalhães Neto) – Não, Deputado Brizola Neto. Não houve citação, a Mesa respondeu, houve um questionamento.

O SR. BRIZOLA NETO (PDT-RJ. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, nós respeitamos os horários dos inscritos, buscamos justamente pegar o horário da Liderança do PDT para respeitar a ordem de inscrição. Aí vem o Deputado Antonio Carlos Pannunzio furar a fila para contestar afirmações que foi o próprio partido dele que colocou na rede.

O SR. PRESIDENTE (Antonio Carlos Magalhães Neto) – S.Exa. não furou, S.Exa. fez um questionamento de natureza regimental.

O SR. BRIZOLA NETO (PDT-RJ. Sem revisão do orador.) – Está aqui o registro, está aqui o registro, Sr. Presidente

O SR. PRESIDENTE (Antonio Carlos Magalhães Neto) – Deputado Brizola Neto, eu assegurei a palavra a V.Exa. Eu peço que V.Exa. entenda que houve um questionamento que já foi respondido pela Mesa. V.Exa. está amparado pelo Regimento

O SR. BRIZOLA NETO (PDT-RJ. Sem revisão do orador.) – Eu só quero dizer ao Deputado Antonio Carlos Pannunzio que eu honro a história de Leonel Brizola, denunciando o fascismo que promove o PSDB na política.

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ANDRÉ VARGAS FALA SOBRE A BAIXARIA DO PSDB NA INTERNET

Posted by Liberdade Aqui! em 28/04/2010

Do Vi o mundo

“PSDB é coautor do assassinato de reputações na internet”

por Conceição Lemes

DEPUTADO FEDERAL ANDRÉ VARGAS (PT - PR) - Secretário Nacional de Comunicação do PT

jogo sujo na rede contra Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência da República, e o seu  partido, está aumentando em quantidade e intensidade.

Na madrugada de 12 de abril, o site do PT foi invadido. Ficou um dia inteiro fora do ar. Ao acessá-lo, muitos usuários tiveram seus computadores infectados por vírus.

Em 14 de abril, nova invasão (veja aqui aqui). Além de os crackers terem pichado a capa com dizeres favoráveis a José Serra, candidato do PSDB,  redirecionavam o usuário para um blog apoiador do tucano.

Em 18 de abril, a TV Globo colocou no ar o jingle do aniversário dos 45 anos da TV Globo. Embutia, de forma disfarçada, propaganda favorável a  Serra, como alertou prontamente pelo twitter Marcelo Branco, o responsável pela campanha de Dilma Rousseff na internet.

Ontem, 27 de abril, o deputado federal José Carlos Alelulia (DEM-BA) embarcou na demonização de Dilma, mas se deu mal.

A outra investida suja de ontem foi no site oficial do PSDB, que dá link para um outro – também registrado em nome do partido – intitulado “Gente que mente”, dedicado a atacar pessoalmente Dilma e os petistas.

“Ao dar espaço no seu site para um blog que ataca de forma virulenta a Dilma, tentando estigmatizá-la, o PSDB assina oficialmente a baixaria”, denuncia o deputado federal André Vargas (PT-PR). “Já pedimos ao nosso departamento o estudo de medidas judiciais cabíveis. O PSDB é coautor desses crimes de assassinato de reputações.”

“Os ataques na internet e o episódio do jingle dos 45 anos da Globo já mostraram que os adversários estão dispostos a tudo”, prossegue  Vargas, que é Secretário Nacional de Comunicação do PT . “Se agem assim em abril, já imaginou a baixaria que adotarão em agosto, setembro, outubro?  Temos de estar atentos o tempo inteiro e reagir rápido.”

Comunicação é considerada por muitos o calcanhar-de-aquiles tanto do PT quanto do governo federal. Por isso, resolvemos aprofundar esta entrevista, abordando algumas questões já levantadas pelos próprios leitores do Viomundo.

Viomundo –  O PT está há 7 anos no poder. A mídia corporativa esconde as realizações federais, distorce ou mente sobre elas. Ao mesmo tempo, basta ligar TV, rádio, abrir jornais e revistas, para encontrarmos montes de anúncios do governo federal, Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal. É masoquismo?

André Vargas – Todos os meios de comunicação já existiam à época da ditadura. E se constituiu consenso de que é preciso anunciar na mídia independentemente do posicionamento político. Se você pega o governo do Fernando Henrique Cardoso (PSDB), havia sintonia entre o projeto neoliberal do ex-presidente e aquilo que o setor privado desejava.  O nosso governo não é neoliberal, também não podemos dizer que é socialista. É um governo social-democrata preocupado com o bem-estar social, com a soberania e que entende o papel do estado na realização do projeto nacional de desenvolvimento.

Boa parte do setor privado, mesmo ganhando muito dinheiro, mantém na cabeça ideias, como “o mercado resolve”, “estado mínimo”. Concorda com a crítica do Serra de que “nós estamos fazendo o Estado crescer muito”, “não tem sentido o governo criar novas universidades federais”.  Isso repercute nas linhas editoriais, dois anunciantes de peso na mesma linha. Na verdade, os meios de comunicação ainda têm o coração lastreado nos princípios do governo anterior.

Nesse contexto, como o governo federal não vai anunciar? Seria muito incompreendido no Brasil de hoje. Mas o governo está fazendo uma inversão na distribuição das verbas publicitárias. Na semana passada O Estado de S. Paulodisse que os gastos do governo Lula com publicidade cresceram 40% em seis anos. Mas “esqueceram” de dizer que são apenas 10% maior do que o maior gasto do governo FHC. Temos dissintonia de visão do setor público e privado e ao mesmo tempo distribuição mais democrática.  Isso contraria interesses.

Viomundo – Como é a distribuição das verbas publicitárias?

André Vargas – No período FHC eram divididas entre 260/270 veículos de comunicação. Hoje, entre aproximadamente 2.500. Proporcionalmente os investimentos na chamada grande imprensa diminuíram.  Está-se investindo em veículos pequenos no interior do país, que, antes, não recebiam nada. A internet também teve algum investimento. Ainda é pequeno, mas já cresceu. A ideia de democratizar fere os interesses dos grandes meios de comunicação. Na prática, o “bolo” é quase do mesmo tamanho da época do Fernando. Só que, agora, é dividido em 2.500 pedaços, antes, em menos de 300. É um critério técnico. É a democratização dos anúncios do governo.

Viomundo – Como senhor explica o fato de PT e o governo raramente reagirem com firmeza quando atacados? É medo, contemporização ou resignação?

André Vargas – O PT apanhou bastante ao longo da sua história, mas os episódios de 2005 deixaram o pessoal aturdido. Nunca se viu uma mobilização midiática tão grande contra um governo, contra um partido, estigmatizando-os. Isso não quer dizer que os erros do PT não têm de ser analisados pela mídia. Devem, sim. Mas o que reivindicamos é isonomia: tratamento idêntico para problemas idênticos.  É só observar a cobertura da enchente em São Paulo para ver a discrepância. Quando a Marta estava no governo, era a maior ripa todo dia. Nas enchentes de dezembro de 2009 e começo de 2010, parecia que não tinha governador. O Serra sumiu do noticiário. A população acabou sendo a culpada.

Viomundo – Publicar informação correta não é favor; é obrigação de toda a mídia. Ao deixar de responder à altura, vocês não estariam contribuindo para desinformar a sociedade e, ao mesmo tempo, estimular a oposição a bater à vontade, já que ela conta com o apoio da mídia corporativa?

André Vargas – Uma coisa é o governo. Outra coisa, o partido político. No Brasil, a área de comunicação é uma das que mais resistem à democratização. Veja a reação dos grandes veículos à Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). As emissoras de televisão e de rádio não se vêem como concessão pública. Mas, realmente, o governo e o partido poderiam ter entrado mais nesse debate. Precisamos usar todas as alternativas democráticas de comunicação. No próprio PT, muita gente ainda não se deu conta do papel que a internet terá nesta eleição. O cidadão vai poder interagir com a informação no momento em que ela está sendo construída e não só depois de pronta, no final do dia, após os telejornais. Reconheço que a sociedade está mais esclarecida sobre o que estamos fazendo por ação da internet. Graças à internet, aliás, muitos factoides foram desmascarados. Se dependêssemos da grande imprensa, estaríamos fuzilados.

Viomundo – A eleição deste ano promete muito golpe abaixo da cintura, e a mídia tradicional terá papel central. O que os senhores pretendem fazer?

André Vargas – Nós sabemos disso e estamos nos preparando para acompanhar, juridicamente, todas as possibilidades que os meios de comunicação têm de manipular as informações. Assim como nós estamos acompanhando a questão das pesquisas. Nós temos de estar muito vigilantes nestes meses agora – abril, maio, junho e julho – que não temos horário político. E como o Serra é o candidato bem tratado  pela  mídia, será favorecido em termos de espaço e/ou melhor exposição. Depois, vem o horário político e os tempos e espaços terão de ser iguais. Daí o desespero por parte dos aliados do José Serra de abrir larga vantagem agora. Aí, tentam construir uma imagem irreal dele e desconstruir a nossa candidatura. A tática da oposição será inclusive tirar o presidente Lula da eleição.

Viomundo – De que forma?

André Vargas – A nossa força é a relação do Lula com a população. Então, vão dizer que é abuso de poder político, que o Lula é o presidente, que ele não pode dar declaração… Essa é a estratégia da oposição capitaneada pela mídia. Como o presidente Lula já disse que fará campanha nos finais de semana, vão questionar: “Como ele vai separar o que é a presidência e o que é campanha?”

O episódio do jingle dos 45 anos da Globo mostrou que estamos atentos. Reclamaram, mas nós fizemos o que achávamos certo. E vai ser assim. Tem de ser assim. Vigilância total. E com rapidez. Na hora.

Viomundo – Como foi?

André Vargas – O Marcelo Branco, responsável pela campanha da Dilma na internet, enviou um twitter, avisando que o tal jingle embutia, de forma disfarçada, propaganda favorável a José Serra. No ato, apoiei o que ele fez e retwitei.  O episódio do jingle mostrou que os adversários estão dispostos a tudo. Portanto, temos de estar atentos o tempo inteiro e reagir rápido. Entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira, a mensagem do Marcelo foi retwitada para mais de 100 mil internautas. À noite, por várias razões, inclusive a reação na rede, o anúncio foi tirado do ar.

O Marcelo Branco não foi criticado pelo PT, ao contrário da Folha noticiou. A campanha tem uma direção, mas é nosso dever reagir também. Na terça-feira, dia 19, nós tivemos uma reunião da Executiva Nacional do PT e todas as falas sobre o assunto foram positivas.

Viomundo – O senhor acha a blogosfera fará a diferença nesta eleição?

André Vargas – Não tenho a menor dúvida. Não interessa ao Brasil uma eleição judicializada, mas pode interessar à oposição. A oposição, aliás, já está judicializando o processo. É um caminho mais tortuoso, pois depende da cabeça de cada juiz.  A oposição prefere a judicialização, pois não quer o debate, não quer a movimentação, não quer que o presidente Lula expresse a sua oposição.

Viomundo – O PT não fará nada contra a judicialização?

André Vargas – O PT de São Paulo já moveu uma ação e estamos nos preparando para essa batalha jurídica.  Uma coisa é certa: não vamos entrar em baixarias.

Viomundo – E a militância? Muitos reclamam que o PT se afastou das bases, da rua…

André Vargas – A mobilização física é importante. Mas a mobilização pela internet talvez vá ser muito mais importante. E ela vai muito mais visível daqui em diante porque o PT e a esquerda têm conteúdo político, temos organizações sociais que atuam nas várias questões cruciais: gênero, meio ambiente, raciais, cotas, saúde, trabalhador…

Viomundo – Nós temos informação de que a oposição está preocupada com a blogosfera independente, que defende a informação correta, adequada, ética e verdadeira, os movimentos sociais, a democratização dos meios de comunicação. Fala-se que a oposição e seus aliados teriam como estratégia o  sufocamento, o cerceamento e a intimidação desses blogues e sites progressistas. O que  acha disso?

André Vargas – Nós temos de continuar garantindo à internet a liberdade de expressão, para que as informações verdadeiras cheguem à sociedade. Pelo Congresso Nacional, tentativas de restrição não passam. Não há ambiente propício a isso. Talvez tentem pelo Judiciário, mas acredito que não consigam seus objetivos. Mas temos, de novo, de ficar atentos. Caso tentem sufocar esses blogues e sites, nós teremos de ter uma reação dura da cidadania. Por isso, a gente de tem de estar mobilizado. A nossa força é a nossa mobilização. Se nós nos apropriarmos da internet, como  aconteceu nos EUA, vamos ter condições de manter governos mais ousados, avançar mais nas conquistas sociais e insistir mais na liberdade de imprensa verdadeira.

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A FRAUDE PSDB-SERRA

Posted by Liberdade Aqui! em 28/04/2010

Via Conversa Afiada

Tijolaço denuncia operação de Serra para difamar Dilma

É o velho Serra de sempre. Ele não muda.


Saiu no Tijolaço:

“Civilidade” do PSDB e de Serra é uma fraude

abril 27th, 2010

Imagine se o PT, o PDT ou outro partido que apóia Dilma tivesse no seu site oficial um link para outro site – também registrado em nome do partido – intitulado “Gente que Mente” , dedicado exclusivamente a atacar o tucanato, o que aconteceria. Folha, Globo, Estadão, todos eles estariam caindo em cima: “Dilma monta site para atacar adversários”, não seria um título plausível para este caso?

E se sucederiam notas e artigos protestando contra a baixaria… Alguns dirigentes gaguejariam, diriam não concordar com isso, que a campanha teria de ser de “alto nível”, com propostas, não com ataques pessoais…Logo iam pedir – e levar – a cabeça do “interneteiro” responsável, que teria seu rosto exposto nas páginas e, isolado, ia acabar dizendo, sob a incredulidade geral, que a direção do partido e a candidata não sabiam de nada. Ninguém iria acreditar, e com razão…

Pois bem. Desafio publicamente a direção do PSDB, o senhor José Serra e a grande imprensa brasileira a dizerem se não é exatamente isso que o PSDB – sob as ordens diretas do Sr. Eduardo Graeff, ex-secretário de FHC, coordenador da campanha serrista e membro da Direção Nacional do PSDB – está fazendo. Faz e faz com a cumplicidade geral.

Reproduzi a página do site oficial do PSDB (www.psdb.org.br), tomada às 22:30 de hoje. Ali há um banner rotativo (onde os links se sucedem) apontando para o site www.gentequemente.org.br , dedicado a publicar acusações e chamar de mentirosos Lula e Dilma. O mesmo nome, só que com a terminação com.br, está registrado no mesmo nome da empresa que faz o sitewww.amigosdoserra.com.br, a DDM.

Este site não é de terceiros. Pertence ao PSDB, à direção nacional do partido, conforme você pode verificar com a página de registro no Comitê Gestor da Internet no Brasil.

SITE GENTE QUE MENTE É DO PSDB

O candidato José Serra age fraudulentamente quando elogia o governo Lula e diz que vai fazer uma campanha civilizada e de propostas, enquanto estimula que, sob a responsabilidade direta de seu partido, a guerra suja se espalhe na rede.

Não é um militante pró-serra que faz o site. Não é um parlamentar pró-serra. É o partido, é a instituição.

Eu ofereço os documentos, as provas. Mais que isso não posso fazer. Não posso ir à Justiça Eleitoral e à Cível em nome de Lula ou de Dilma, muito menos do PT. Posso ir à tribuna, nos poucos segundos de que um parlamentar dispõe nas sessões da Câmara. Posso publicar aqui. Posso combater sozinho, se não houver quem tenha a coragem de enfrentar as armações.

Mas, sozinho, posso pouco. Que aqueles que podem muito assumam suas responsabilidades.

Ou vamos ficar quietinhos, enquanto o jogo sujo – e milionário – campeia na rede?

Clique aqui para ler: “Serra ataca na blogosfera (pelas costas, como sempre)”.
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OS ESTELIONATÁRIOS

Posted by Liberdade Aqui! em 27/04/2010

Por Luís Favre, em seu blog

O eixo da estratégia eleitoral tucana: Enganar uma nação

José Serra: “o PAC é apenas uma lista de obras, a maioria das quais não saiu do papel, é um lista” (discurso de Serra aos empresários, durante sua visita a Minas).

José Serra: “Eu nunca diz que o PAC não saiu do papel. No Rodoanel, de cada 4 reais gastos para fazer a obra, 1 é do governo federal, não tenho problema em reconhecer” (Serra na entrevista com Datena ontem).

***

“O mercosul é uma farsa que só atrapalha” (reproduzido por Valor dando conta da afirmação de Serra que vai acabar com o Mercosul).

“Não vou acabar com o Mercosul (entrevista de Serra à Folha 10 dias depois da declaração precedente).


***


Serra é a favor da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Ele já diz que é a favor do Bolsa-família e que o governo Lula é um bom governo. Ontem, no Datena, proclamou seu apoio a proposta do governo de reajustes dos aposentados.

“O pré-candidato à Presidência da República da oposição, José Serra (PSDB), apoiou a posição do governo federal quanto ao reajuste dos aposentados do INSS, a ser votado hoje na Câmara. “Eu apoiarei a posição do governo, que tem os números na mão”, afirmou Serra, durante o programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena na Band TV.

O governo propôs alta de 6,14%, mas há uma acordo entre parlamentares para que o reajuste passe para 7,71%. “Se sou candidato a presidente, vou estar com as coisas na mão no ano que vem, quero que o governo atue com responsabilidade. Eu confio nisso, confio no Guido Mantega [ministro da Fazenda], é um homem responsável, e também que o presidente Lula saberá o que decidir melhor. De mim, só ouvirá elogio”, disse o pré-candidato tucano.”(Valor).

Enquanto dele só ouve elogio, os deputados dele, segundo O Globo, propõem demagógicos aumentos: “a oposição ameaça pôr em votação a extensão do reajuste de 9,67% dado ao salário mínimo para todas as faixas de aposentados”

Se trata da típica dupla linguagem, ditada pela determinação da oposição de realizar um “estelionato” eleitoral. Levar a população a votar no tucano, como se fosse a continuação de Lula e depois fazer o que a oposição apregoou todos estes anos, e que praticou onde e quando foi governo.

Por isso assistimos a esse espetáculo de farsa montado por José Serra, com grande cumplicidade da mídia. A pérola fica com Dora Kramer que dedica sua coluna hoje, à mudanças que estaria se exigindo por motivos eleitorais na personalidade de… Dilma!

No Valor, em artigo assinado palavra do gestor com o título “O mundo financeiro seguirá os empresários na eleição?” votando tucano, – o autor responde que sim – apresenta-se assim o motivo:

“José Serra transmite aos empresários (e para o mercado em geral) uma posição bem mais ortodoxa em relação ao lado fiscal, o que contrastaria com aquilo que deveríamos esperar de um possível governo Dilma; uma continuidade de política fiscal frouxa.”

Pouco importa se o candidato em questão, antes mesmo de ter começado a campanha eleitoral para valer, já tenha proposto o “inchaço” do Estado com a criação de mais dois novos ministérios. Mesmo a sua afirmação que ira renegociar os contratos -outrora motivo de inquietação com Lula- não provoca qualquer indagação. O mesmo acontece quando Serra proclama que vai continuar e ampliar o Bolsa-família e os elogios que pródiga ao aumento do salário mínimo.

Ninguém evoca o governo FHC,  que contou com a participação de Serra, aumentando a carga tributária, os juros estratosféricos e o grau em que foi relapso durante anos sobre a questão da dívida e do superávit primário.

A questão está em outro lugar. É a questão da distribuição de renda, que um setor das elites querem ver “controlada” e limitada, para sustentar o “rigor fiscal”, sem ter que contribuir com qualquer contrapartida, ao esforço que exigem dos assalariados e dos mais pobres.

É o que o editorial de hoje do jornal O Globo, explica assim:
“Lula colocou em prática um entendimento de “Estado forte” — defendido pela candidata Dilma — cujo resultado tem sido o crescimento das despesas em custeio a taxas superiores às do PIB. E, pior, despesas que se eternizam; só podem, portanto, ser podadas pela inflação: salários de servidores, benefícios previdenciários e assistencialismo.” (O Globo – “As crises previstas por Ciro Gomes”).

Não, o entendimento de “Estado forte” não compactua com “crescimento de despesas de custeio”, nem com aquelas  provocadas pela gigantesca dívida interna, que junto com a externa, serviram de alicerce a farra populista da paridade Real=dólar dos primeiros quatro anos do governo FHC. Acontece que essa “herança”, como muitas outras, não podem ser resolvidas por um passe de mágica e não deveriam ser resolvidas pelo esforço exclusivo dos mais pobres.

O Globo mistura no “custeio” gastos correntes da máquina, que podem ser contidos e com maior eficiência administrativa, com os serviços e conquistas sociais que o Estado garante, como aposentadoria ou o “assistencialismo”, com o qual O Globo designa os programas sociais e o Bolsa-família.

Por isso o verdadeiro programa de José Serra, diferente da propaganda enganosa, tem a marca do retorno do passado e da “confiança” – afiançada na experiência dos governo tucanos – que o Bolsa-família acabará podado (como acontece no Estado e na cidade de São Paulo); que os salários dos servidores serão reduzidos (como acontece com os professores, policiais e outros que ganham bem menos em SP que em Estados bem mais pobres); que a Petrobras perdera a preeminência conquistada no pré-sal e que a integração latinoamericana cederá espaço ao velho canto de sereia da parceria bilateral privilegiada com os EUA.

O que é um sinal dos tempos é que os defensores desse programa estejam obrigados a andar mascarados de progressistas e defensores do governo Lula, tamanha a impopularidade que sua plataforma de Estado mínimo e lucro máximo, alcançou no Brasil.

Por isso aqui no Brasil, a oposição não fala em “mudanças”, porque como constatou o Wall Street Journal um tempo atrás “os brasileiros querem mais, do mesmo”.

Para contrariar esse desejo dos brasileiros é que a oposição se fantasia de situação.O eixo é enganar uma nação.

Vai funcionar?

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O ASSASSINO DE SI MESMO

Posted by Liberdade Aqui! em 23/04/2010

Do  Tijolaço

Réquiem por um jovem José Serra

Por Brizola Neto

Posto aí em cima as imagens de uma pessoa que já não existe. Um jovem sonhador, que defendia a Petrobras, a reforma agrária, as reformas de base. Um jovem que falava com veemência, com alma, com paixão, diante de seus irmãos pobres, negros, humildes, que o Brasil só seria justo quando fosse livre, quando deixasse de ser o país das oligarquias e passasse a ser o país do povo.
O jovem José Serra, presidente da UNE, que subiu ao palanque do comício da Central do Brasil, no dia 13 de março de 1964, não existe mais.

Foi morto, impiedosamente, por um senhor que hoje é candidato a presidente da República com o apoio das elites, das multinacionais e dos latifundios.

O senhor José Serra.

Ao seu lado, nos palanques, já não estão Jango, Brizola, Arraes, Julião.

Estão Bornhausen, Kátia Abreu, Fernando Henrique, Caiado, Bolsonaro, a direita brasileira.

Hoje, o homem que destruiu o rapaz que defendia a reforma agrária “na lei ou na marra” diz que o MST não é um movimento legítimo e que a questão agrária é com o Judiciário.

Eu já disse aqui que a traição às próprias ideias é algo como o assassinato de si mesmo.

Serra não é o primeiro. O caso mais notório é o de Carlos Lacerda que, de seguidor de Luís Carlos Prestes,  se auto-abduziu para o mundo da direita mais feroz.

O traidor é o homem mais perigoso do mundo. Ele carrega em si a culpa, o remorso, o ódio. Quer mostrar aos senhores de suas novas idéias que é, de fato, um convertido. Quer esconder de seus antigos amigos que já não é a sombra do que foi.

O traidor é a fraude em si mesmo. Dele, portanto, não brota uma verdade, mas apenas dissumulação, mentiras, distorções. Mesmo sob uma aparência plácida, é um homem feroz e impiedoso: afinal, suas mãos já estão sujas de seu próprio sangue.

Mas daquele jovem Serra, que você vai ver nestas imagens, uma coisa sobrou. Sobreviveram as palavras que, mesmo que não tenham sido gravadas no vídeo, todos podemos ler nos olhos, no sorriso, no aplauso do povo humilde que ali estava.

Porque elas continham uma esperança, uma luta, um sonho que nem mesmo o José Serra de hoje será capaz de matar.

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