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A MÍDIA ESTÁ SEMPRE A CONDENAR A POLÍTICA, MAS VIVE DE USÁ-LA PARA BENEFICIAR-SE. QUEM É PIOR, ENTÃO?

Posted by Liberdade Aqui! em 29/09/2011

Do Portal Nassif

A CBN e o coronelismo eletrônico

Enviado por luisnassif, qui, 29/09/2011 – Autor:  

Não se discute o alto nível do radio-jornalismo da CBN. Critica-se sua parcialidade. Mais que isso, os paradoxos entre seu discurso político e sua prática de alianças.

No discurso, seus analistas ignoram completamente as limitações do federalismo brasileiro, a política de alianças – que garante a governabilidade -, a necessidade de pragmatismo político. Dividem o Brasil entre o supostamente país moderno (dos quais ELES são porta-vozes) e o Brasil anacrônico, dos Sarneys e companhia. Aliás, é um contraponto salutar, para reduzir o poder de influência dos coronéis.

Mas hoje em dia a principal fonte de poder dos coronéis regionais é a rede Globo e a rede CBN de rádio.

De onde emana o poder político dos coronéis regionais? Em grande parte, do controle da mídia local. E esse poder deriva fundamentalmente da política de alianças com as redes nacionais de rádio e TV. Especialmente das Organizações Globo e da rede CBN.

No âmbito político, o chamado presidencialismo de coalizão é uma amarra fantástica: sem maioria, governos não governam. No caso das redes nacionais de comunicação, a definição dos sócios regionais é uma questão meramente econômica: seleciona-se o parceiro que dê melhor retorno econômico. Como a imprensa regional depende bastante das forças políticas locais, aceita-se o que tem de mais retrógrado por motivação financeira – não por governabilidade.

Ronaldo Tiradentes, dono da CBN Manaus

Andrea Vieira, reporter e funcionária da Prefeitura

Ronaldo Tiradentes, dono da CBN Manaus e Andréa Vieira, repórter e funcionária da Prefeitura

Ou seja, a Globo e seu braço CBN são polos centrais da força política de coronéis regionais. E, no âmbito nacional, praticam a crítica contra a força… dos coronéis regionais dos quais são associados.

É o que explica a Rede Globo ter como afiliados ACM, na Bahia, Sarney, no Maranhão, os Collor, em Alagoas – entre outros.

Volte-se, agora, ao caso CBN, especificamente a Manaus.

No momento, a CBN Manaus empreende uma campanha terrível contra uma cidadã, uma médica sem vinculações políticas – simpatizante de José Serra nas últimas eleições – que, nos confins do país, tenta exercer uma função cidadã denunciando os esbirros dos coronéis políticos locais.

Ela denunciou ações do prefeito de Manaus e passou a sofrer represálias terríveis, uma perseguição pessoal que afeta sua vida profissional e familiar – é mãe de uma recém-nascida. Indagada sobre a perseguição, a direção nacional da CBN respondeu que ela que se defendesse na Justiça. Mariza Tavares, bela jornalista, endossou a atuação de Ronaldo Tirandentes, representante do coronelismo eletrônico mais truculento e anacrônico.

A partir das pesquisas do nosso Stanley Burburinho, algumas informações sobre o braço da CBN Manaus, o empresário Ronaldo Tiradentes, com fortes ligações com o coronel local Amazonino Mendes.

Tiradentes já foi denunciado por compra do diploma de jornalista. O autor da denúncia é o jornalista Marcos Losekann no livro “O ronco da pororoca: histórias de um repórter na Amazônia”. Detalhe: Losekann é correspondente da própria Globo em Londres (clique aqui). Tiradentes já admitiu publicamente a compra do diploma de segunda grau.

Mais: Tiradentes incumbiu a repórter Andréa Vieira da perseguição à médica Bianca Abidaner. A repórter foi nomeada Assessora Técnica da Prefeitura de Manaus pelo próprio Amazonino Mendes. No mesmo dia, Marcos Paz Tiradentes, irmão de Ronaldo, foi nomeado DAS-1 da Secretaria Municipal de LImpeza Pública, pelo mesmo Amazonino.

Aqui os dados sobre a assessoraAqui o documento de sua nomeação para a assessoria da prefeitura. Aqui, a nomeação de Marcos Paz.

De que lado, afinal, está a CBN? Do suposto país moderno ou do que mais atrasado existe na política nacional?

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“O uso da comunicação como meio de exclusão social e política”

Posted by Liberdade Aqui! em 28/09/2011

Por Eduardo Guimarães, em seu blog

Com essa mídia país não avança

Ao longo da terça-feira, a internet se divertiu com o post que este blog publicou sobre a missão difamadora da mídia brasileira que foi à França reclamar com a sua universidade Science-Po por ter outorgado ao ex-presidente Lula o título de Doutor Honoris Causa. O absurdo que se revelou deixou as pessoas atônitas e, assim, só restou rir.

Do post em questão, surgiu a hashtag #PorqueNaoFHC, que, em questão de minutos após ser criada, chegou ao Trending Topics do Brasil no Twitter. Foi uma brincadeira com a pergunta da jornalista de O Globo ao diretor da universidade francesa sobre por que a instituição premiou Lula em vez do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O que direi agora disse ontem nas redes sociais (Twitter e Facebook): apesar de parecer que me divirto, o caso é sério. Com uma imprensa… Ou melhor, com uma mídia como a nossa, o país não avançará até se tornar o que almejamos.

Vamos discutir isso, pois: o que almejamos que o Brasil se torne? Não estamos achando, os brasileiros, que poderemos nos tornar uma das maiores potências mundiais? Não temos os requisitos para tanto? O Brasil não tem tudo para figurar ao lado das grandes potências?

Claro que tem. Temos uma vastidão de terras férteis, um clima generoso, uma diversidade étnica e cultural das mais ricas, um subsolo que é um verdadeiro tesouro, as maiores reservas de água potável, uma indústria dinâmica como poucas, uma economia estabilizada e saneada, centenas de bilhões de dólares em caixa…

Este é o momento do Brasil. O mundo inteiro reconhece. A jornalista de O Globo que perguntou ao diretor da universidade francesa por que escolheu Lula e não o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para ser premiado e que insinuou que o prêmio se deveu a interesse francês em ajuda financeira do Brasil, sem querer admitiu o quanto este país avançou na década passada.

Ainda assim, este ainda é um país em que há quase tudo por fazer. Um país rico, com potencial, mas que tem uma cultura de ser roubado pelo setor privado por vias legais ou ilegais. Além de leis que doam à elite étnica e regional as riquezas que pertencem a todos, há também a corrupção endêmica, a cultura de levar vantagem.

A mídia (acima do conceito de imprensa) poderia contribuir para mudança desse aspecto da mentalidade nacional. Mas não com essa pregação hipócrita que criminaliza alguns por razões políticas e alivia com outros pelas mesmas razões, e que, além disso, acoberta os corruptores.

A esperteza da mídia partidarizada e elitizada é o pior exemplo para a sociedade. Ao se dizer isenta e agir como cabo eleitoral e despachante de interesses de classe, regionais e étnicos pretendendo abafar as queixas dá ao país o exemplo errado, da mentalidade de que quem pode mais chora menos.

A conduta midiática é a conduta do “sabe com quem está falando?”. Ao adotá-la, a mídia dá o exemplo de que se deve buscar sempre o lado mais forte, mesmo que a força que tenha talvez não seja o que parece – ou o que pretende – ser. O que é nefasto, porém, é incentivar o autoritarismo social, político e econômico.

É nesse ponto que me pus a refletir: nenhuma grande nação – desenvolvida, democrática, civilizada e próspera – avançou de verdade sem uma imprensa séria, responsável, imparcial ao máximo possível (porque totalmente é impossível) ou honesta ao ponto de reconhecer-se eventualmente parcial.

Nos Estados Unidos, por exemplo, há mau jornalismo, sim. Mas também há bom jornalismo. Na Europa, idem. E note-se que me refiro à grande imprensa, à grande mídia, aliás. No Brasil, é tudo uma droga. A comunicação corporativa tornou-se uma máquina de contemplar interesses políticos, econômicos e de classe de grupos restritos.

Nenhuma nação avança de verdade se não refletir uma sociedade justa, mas a mídia brasileira prega injustiça, prega sobreposição de todos por alguns, ainda que implicitamente.

A propaganda, por exemplo, retrata um país nórdico, povoado por gente branca, de olhos claros em um país de maioria afro-descendente. É um abuso, um insulto a todo um povo que este aceita porque acredita na cultura de que quem pode mais chora menos. Isso para não me repetir nos exemplos políticos, que já cansaram de tanto serem repetidos.

A democratização e a profissionalização da comunicação no Brasil, portanto, é a sua principal agenda nos próximos anos. De nada adiantará reduzir a miséria ao ponto em que pareça ter sido extirpada se os fatores que a geraram permanecerem incólumes, e acima de todos os fatores que a geraram está o uso da comunicação como meio de exclusão social e política.

Entre as grandes missões que se descortinam à administração Dilma Rousseff, portanto, está o encaminhamento dessa questão. No ponto a que este país chegou não é possível mais recuar. Ou se tem coragem de atacar esse foco de corrupção e de disseminação da cultura do quem pode mais, chora menos ou não iremos a lugar algum.

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FOLHA/UOL distorce tradução sobre o Corinthians

Posted by Liberdade Aqui! em 22/07/2011

Do Grupo Beatrice

Jornalismo vira-lata… Qualquer retalho de letras norte-americano ou europeu que condene, critique ou insulte o Brasil e os brasileiros ganha imediatamente destaque na grande imprensa paulista, especialmente quando reproduz os mitos que nos atribuem imperfeições natas associadas aos conceitos de inferioridade e incompetência.

LOST IN TRANSLATION

UOL distorce tradução sobre o Corinthians

Por Walter Falceta Jr. em 21/07/2011 na edição 651 – Observatório da Imprensa
Às 19h12 de 13 de Julho, o UOL, provedor de conteúdo digital da Folha da Manhã, empresa que edita a Folha de S. Paulo, despertou em parte de seu público uma dúvida: a opção pelo equívoco em suas traduções resumidas deriva de improbidade ou de ignorância?

Em pouco mais de 1,8 mil caracteres, alinhados na seção de esportes, o portal transformou em polêmica notícia a reação do britânico Daily Mail à proposta do Corinthians pelo atacante argentino Carlos Alberto Tévez, atualmente atleta do Manchester City.
A matéria de Dan Ripley, publicada no dia anterior, tinha pouco mais de 6,5 mil caracteres e procurava informar o leitor sobre o clube brasileiro que se dispunha a gastar, até aquela data, mais de 40 milhões de euros na transferência do atleta. O título é este: Are Corinthians right for Tevez? Sportsmail looks at the Brazil side chasing Carlos.
O texto cita a ótima campanha do alvinegro paulista no Campeonato Brasileiro, os planos para a construção de um estádio para 68 mil torcedores e ensina que o nome do clube se constitui em homenagem ao Corinthian inglês, que excursionou pelo país em 1910.
Em seguida, o jornalista faz uso de 322 caracteres para lembrar da façanha de janeiro de 2000, quando a agremiação conquistou o primeiro Mundial de Clubes da FIFA. Ripley afirma que os torcedores do Manchester United têm uma razão para se lembrar do time de Dida, Edu e Freddy Rincón.
O texto reconta a história do torneio: United and Real Madrid failed to even reach the final as Corinthians defeated national rivals Vasco da Gama on penalties.
Em seguida, afirma que o clube tem 26 títulos paulistas, naquela que o autor classifica como “Brazil’s strongest region of football”. Completa o parágrafo afirmando que seus rivais Palmeiras, Santos e São Paulo têm mais campeonatos nacionais. Em seguida, porém, lembra que o Corinthians conquistou três vezes a Copa do Brasil.
Daily Mail destaca a rivalidade local e o papel dos trabalhadores imigrantes na fundação da agremiação. Por conta dessas raízes, o clube é considerado pelo autor como “historically left-wing”. O jornalista ainda aponta Sócrates como o principal ídolo do alvinegro (an inspiration on-and-off the pitch), além de citar outros craques, como Rivellino e Ronaldo.
Em um texto direto, sem artifícios de exaltação, recorda também dos problemas gerados pela parceria com a MSI (Media Sports Investment), do rebaixamento para a Série B, em 2007, e da traumática desclassificação para o colombiano Tolima, na Libertadores de 2011.
No entanto, ao apresentar o rico material dos colegas britânicos, o UOL escolheu o seguinte título para suaprópria matéria: “Ingleses fazem guia sobre o Corinthians: time regional e esquerdista”.
Os leitores familiarizados com o futebol sabem muito bem o que significa chamar um time de “regional”. Significa que não tem qualquer expressão nacional e internacional. Soa, quase sempre, como um insulto.
No atual jornalismo de reprodução e tradução, primo do famigerado sistema “gilette press”, o instrumento mais utilizado é a pinça. Quase sempre, ela é manipulada para atender aos interesses políticos e ideológicos da empresa de comunicação ou de seus colaboradores jornalistas.
Nesses casos, separa-se meticulosamente o que possa humilhar, desqualificar ou criminalizar a personalidade ou instituição em foco no texto estrangeiro. Se não há algo realmente desabonador, exagera-se na apresentação de eventuais vícios ou defeitos da vítima. Em casos extremos, recorre-se à farsa da invenção.
O UOL afirma que “o Corinthians não é muito conhecido na Europa”. E para justificar essa troça introduz a expressão “regional” no título de sua matéria. A expressão – reafirme-se – não foi utilizada no material doDaily Mail. O termo “region”, acima exposto no contexto original, aparece apenas para valorizar o futebol paulista.
No material que não recebe assinatura, exceto um anônimo “UOL Esporte”, frauda-se com descaro a linha de raciocínio e a argumentação da fonte noticiosa. A importância do Mundial de 2000 é reduzida. Em seu lugar, ganha espaço o lugar-comum do escárnio, a tentativa de desqualificação da instituição-personagem.
No dia 14, o UOL voltou à carga. Em sua primeira página, estampou, sob a imagem de Tevez, em vermelho, a pergunta “Quantas Libertadores ganhou?”. Abaixo, noticia um quiz sobre o Corinthians publicado peloGuardian, também britânico. São dez perguntas, e o UOL pinçou a que lhe convinha para exercitar o jornalismo de molecagem.
O jornal como peça de provocação
Neste caso particular, o trabalho de desconstrução da verdade exibe-se na cancha da cobertura esportiva. O paradigma do esculacho, no entanto, tem sido reproduzido em outras editorias dos principais jornais. Para definir esse comportamento, vale recorrer à expressão “complexo de vira-lata”, cunhada pelo dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues em suas reflexões sobre o futebol e a cultura nacional.
Qualquer retalho de letras norte-americano ou europeu que condene, critique ou insulte o Brasil e os brasileiros ganha imediatamente destaque na grande imprensa paulista, especialmente quando reproduz os mitos que nos atribuem imperfeições natas associadas aos conceitos de inferioridade e incompetência.
Vige a regra, por exemplo, de que o país não pode exercer sua soberania, exceto se os movimentos da Justiça ou da diplomacia seguirem a reboque das velhas potências.
Nada mais natural, portanto, que a ascensão de um clube de origem popular seja vista como anátema pelos escribas da Barão de Limeira. Em sua obra cotidiana de zombaria esportiva, o UOL despreza os mais elementares princípios do jornalismo, assim como logra seus leitores, muitos deles consumidores pagantes dos serviços de seu provedor.
Os jornalistas bem podiam investir a energia da caçoada em serviço informativo. Gerariam mais valor se explicassem o porquê da referência ao “esquerdismo” corinthiano.
Anotariam um tento de comunicação se contassem, por exemplo, que o alvinegro não tem origem no proselitismo marxista, mas sim no anarquismo operário, essencialmente mutualista, que mobilizava as multidões do bairro do Bom Retiro, há um século.
Teriam explicado que esse caráter universalista foi responsável pela mistura de tanta gente distinta, dos carroceiros italianos aos negros do serviço braçal, das costureiras espanholas aos comerciantes sírios e libaneses da Rua 25 de Março, dos japoneses bananeiros do Mercadão aos valentes nordestinos importados pela construção civil.
Um jornalismo culto e responsável mostraria que outros clubes carregam esse ethos popular na cena esportiva brasileira. É o caso do carioca Vasco da Gama (instituição que foi fundamental na luta contra o racismo no Brasil), do pernambucano Santa Cruz , do cearense Ferroviário e do gaúcho Internacional, entre outros.
Atenção ao próprio rabo
Nas páginas dos principais diários, sobra indignação quando a paixão do futebol se converte em conflito e violência. A mídia nunca se vê, no entanto, como generosa fornecedora do combustível para esse tipo de embate bestial. Basta uma passada de olhos pelos comentários abaixo das matérias para se ter noção clara das calamidades que esse tipo de jornalismo patrocina.
A cultura pop oferece várias leituras dos embaraços gerados pelo desconhecimento da língua e do pensamento do outro. Em homenagem ao método do UOL, que se pince aqui o mote de Lost in Translation (Encontros e Desencontros, 2003), dirigido por Sofia Coppola, com Bill Murray e Scarlett Johansson.
No filme, os personagens principais encontram-se em Tóquio, perdidos por desconhecerem o idioma e os costumes locais. Por conta dessa aflição, no entanto, estabelecem uma parceria marcada pela cooperação e pela busca de seus verdadeiros sentimentos. Cientes da própria ignorância, buscam paciente e respeitosamente decifrar o lugar e seus habitantes.
A obra cinematográfica oferece, sem pieguice, uma inteligente lição de civilidade. Trata-se de bom exemplo para quem, na hora de traduzir e comunicar, predispõe-se a trocar o embuste pela instrução.
***
[Walter Falceta Jr. é jornalista]
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/uol-distorce-traducao-sobre-o-corinthians

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VELHA MÍDIA ATACA JORNALISTA LUIS NASSIF NOVAMENTE

Posted by Liberdade Aqui! em 16/04/2011

Sobre escandalização de notícias

Enviado por luisnassif, sab, 16/04/2011 -Via Portal Nassif

Do Blog Ponto e Contraponto

Leandro Colon e o jogo sujo do Estadão

Posted by LEN at 12:32 am Add comments

abr 162011

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Todo veículo de comunicação da velha mídia tem o seu moleque de recados, aquele jornalista que se presta a escrever sob demanda dos seus patrões. Eles fazem o papel de dar a roupagem de matéria jornalística a editoriais envergonhados. Leandro Colon faz o jogo sujo que o Estadão gostaria de fazer sem se expor.
A escandalização do nada teve como alvo mais uma vez o jornalista Luis Nassif, um dos poucos que se encontra em atividade e evidência que ainda insiste em respeitar seus leitores.

O motivo da peça que estupra a ética jornalística foi a recontratação de Nassif pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), para fazer comentários sobre economia no principal jornal da TV Brasil e conduzir o programa de debates Brasilianas, que vai ser transmitido também pela internet. Para alcançar o seu objetivo de criar um factóide, o jornalista apela para a exposição dos valores globais do contrato, ignorando o fato que são os mesmos praticados por outras emissoras de canal a cabo como a viciada Globonews e o Canal Rural.

A tática, que se apóia na desinformação de leitores, é muito usada pelo jornalismo de baixo nível, jogando números ao vento sem levar em conta o custo de produção e a capacitação do profissional, da mesma forma como foi feito no caso da captação de Maria Betânia pela lei Rouanet, como um “modus operandis” para tentar esconder o que de verdade há por trás dessas críticas.

A inelegibilidade de licitação nessa contratação é prevista no artigo 25 da lei 8.666/93 e no artigo 64 do decreto 6.505/08 que trata da contratação de serviços para órgãos públicos, pela inviabilidade de concorrência, e essas explicações foram dadas tanto pela EBC quanto pelo próprio Nassif ao jornal Estadão. Não existe lógica na crítica contra a decisão pela inegibilidade, não se trata de aquisição de bens ou contratação de obra, mas de opção pela excelência da qualidade do jornalista premiado várias vezes pelo seu trabalho, não é possível pensar em contratar pelo menor preço e condenar a emissora a uma programação de baixa qualidade que não atraia telespectadores, para depois os mesmos questionarem a sua viabilidade.

Como Leandro Colon não poderia alegar desrespeito à lei ou questionar a qualidade do trabalho do Nassif, apelou para a falácia afirmando que o jornalista possui um blog “pró-governo”. Disse Joseph Goebbels, ministro da comunicação de Hitler e modelo de jornalistas como Colon, que a mentira repetida à exaustão se torna verdade, e na velha mídia se segue essa máxima aos extremos. Quem acompanha o Blog Luis Nassif percebe que há muitos posts com críticas a vários setores do governo: Cultura, Ciência e Tecnologia, Economia, Planejamento e em determinados momentos essa visão crítica suplanta as críticas dirigidas à oposição e à imprensa.

O que eles queriam? Que o Nassif aderisse à ótica seletiva dos veículos que fazem política partidária e usasse o mesmo filtro que eles usam para selecionar apenas o que for contra o PT e o governo? independência jornalística é artigo de luxo que passa longe das redações tradicionais.

O que está por trás desse ataque é um sentimento revanchista da administração do jornal contra o jornalismo crítico que Nassif pratica, denunciando à manipulação da notícia feita por esses veículos com argumentos certeiros. Recentemente o jornalista desconstruiu a tentativa do jornal de vitimizar-se, quando insistiu que teria sofrido censura por ter sido impedido de desrespeitar uma decisão judicial de dar a um processo o segredo de justiça, pois o jornal vazava seletivamente dados conseguidos ilegalmente, por interesses inconfessáveis. Na mesma época  o jornal demitiu a colunista Maria Rita Kehl por delito de opinião, ou seja, por um posicionamento que não se enquadrava na linha editorial de um jornal que se tornou porta-voz de partidos políticos, esse sim, um caso clássico de censura praticada pelo jornal que se dizia perseguido.

Esse blogueiro parabeniza a EBC pela renovação do contrato de um jornalista de verdade, com capacidade técnica e coragem para furar uma associação imoral de veículos de imprensa com partidos políticos. A TV Brasil veio para isso mesmo, trazer mais uma opção de jornalismo profissional sem viés partidário, e pelo que tenho visto até hoje tem sido assim. Aqueles que não possuem qualificação técnica só podem se prestar a serem garotinhos de recado mesmo.

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A escolha do termo “ditabranda” pela Folha de S. Paulo para caracterizar a ditadura militar brasileira não foi um descuido linguístico

Posted by Liberdade Aqui! em 01/04/2011

Da Agência Carta Maior

O que a falácia da ditabranda revela

A escolha do termo “ditabranda” pela Folha de S. Paulo para caracterizar a ditadura militar brasileira não foi um descuido linguístico. Trata-se de uma profissão de fé ideológica embalada por uma falácia. O núcleo duro dessa falácia consiste em dissociar a ditadura brasileira das ditaduras em outros países do continente e do contexto histórico da época, como se não integrassem um mesmo golpe desferido contra a democracia em toda a América Latina. A ditadura brasileira apoiou política e materialmente uma série de outras ditaduras na região, sendo responsável por muitas torturas, mortes e desaparecimentos em outros países. “A gente não matava. Prendia e entregava”, admitiu um general brasileiro.

Marco Aurélio Weissheimer

Em um editorial publicado no dia 17 de fevereiro de 2009, o jornal Folha de S. Paulo utilizou a expressão “ditabranda” para se referir à ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Na opinião do jornal, que apoiou o golpe militar de 1964 que derrubou o governo constitucional de João Goulart, a ditadura brasileira teria sido “mais branda” e “menos violenta” que outros regimes similares na América Latina.

Como já se sabe, a Folha não foi original na escolha do termo. Em setembro de 1983, o general Augusto Pinochet, em resposta às críticas dirigidas à ditadura militar chilena, afirmou: “Esta nunca foi uma ditadura, senhores, é uma dictablanda”. Mas o tema central aqui não diz respeito à originalidade. O uso do termo pelo jornal envolve uma falácia nada inocente. Uma falácia que revela muita coisa sobre as causas e consequências do golpe militar de 1964 e sobre o momento vivido pela América Latina.

É importante lembrar em que contexto o termo foi utilizado pela Folha. Intitulado “Limites a Chávez”, o editorial criticava o que considerava ser um “endurecimento do governo de Hugo Chávez na Venezuela”. A escolha da ditadura brasileira para fazer a comparação com o governo de Chávez revela, por um lado, a escassa inteligência do editorialista. Para o ponto que ele queria sustentar, tal comparação não era necessária e muito menos adequada. Tanto é que pouca gente lembra que o editorial era dirigido contra Chávez, mas todo mundo lembra da “ditabranda”.

A falta de inteligência, neste caso, parece andar de mãos dadas com uma falsa consciência culpada que tenta esconder e/ou justificar pecados do passado. Para a Folha, a ditadura brasileira foi uma “ditabranda” porque teria preservado “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”, o que não estaria ocorrendo na Venezuela. Mas essa falta de inteligência talvez seja apenas uma cortina de fumaça.

O editorial não menciona quais seriam as “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça” da ditadura militar brasileira, mas considera-as mais democráticas que o governo Chávez que, em uma década, realizou 15 eleições no país, incluindo aí um referendo revogatório que poderia ter custado o mandato ao presidente venezuelano. Ao fazer essa comparação e a escolha pela ditadura brasileira, a Folha está apenas atualizando as razões pelas quais apoiou, junto com a imensa maioria da imprensa brasileira, o golpe militar contra o governo constitucional de João Goulart.

Está dizendo, entre outras coisas, que, caso um determinado governo implementar um certo tipo de políticas, justifica-se interromper a democracia e adotar “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”. A escolha do termo “ditabranda”, portanto, não é acidental e tampouco um descuido. Trata-se de uma profissão de fé ideológica.

Há uma cortina de véus que tentam esconder o caráter intencional dessa escolha. Um desses véus apresenta-se sob a forma de uma falácia, a que afirma que a nossa ditadura não teria sido tão violenta quanto outras na América Latina. O núcleo duro dessa falácia consiste em dissociar a ditadura brasileira das ditaduras em outros países do continente e do contexto histórico da época, como se elas não mantivessem relação entre si, como se não integrassem um mesmo golpe desferido contra a democracia em toda a região.

O golpe militar de 1964 e a ditadura militar brasileira alimentaram política e materialmente uma série de outras ditaduras na América Latina. As democracias chilena e uruguaia caíram em 1973. A argentina em 1976. Os golpes foram se sucedendo na região, com o apoio político e logístico dos EUA e do Brasil. Documentos sobre a Operação Condor fornecem vastas evidências dessa relação.

Recordando. A Operação Condor é o nome dado à ação coordenada dos serviços de inteligência das ditaduras militares na América do Sul, iniciada em 1975, com o objetivo de prender, torturar e matar militantes de esquerda no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

O pretexto era o argumento clássico da Guerra Fria: “deter o avanço do comunismo internacional”. Auxiliados técnica, política e financeiramente por oficiais do Exército dos Estados Unidos, os militares sul-americanos passaram a agir de forma integrada, trocando informações sobre opositores considerados perigosos e executando ações de prisão e/ou extermínio. A operação deixou cerca de 30 mil mortos e desaparecidos na Argentina, entre 3 mil e 7 mil no Chile e mais de 200 no Uruguai, além de outros milhares de prisioneiros e torturados em todo o continente.

Na contabilidade macabra de mortos e desaparecidos, o Brasil registrou um número menor de vítimas durante a ditadura militar, comparado com o que aconteceu nos outros países da região. No entanto, documento secretos divulgados recentemente no Paraguai e nos EUA mostraram que os militares brasileiros tiveram participação ativa na organização da repressão em outros países, como, por exemplo, na montagem do serviço secreto chileno, a Dina. Esses documentos mostram que oficiais do hoje extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) ministraram cursos de técnicas de interrogatório e tortura para militares chilenos.

Em uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo (30/12/2007), o general Agnaldo Del Nero Augusto admitiu que o Exército brasileiro prendeu militantes montoneros e de outras organizações de esquerda latino-americanas e os entregou aos militares argentinos. “A gente não matava. Prendia e entregava. Não há crime nisso”, justificou na época o general. Humildade dele. Além de prender e entregar, os militares brasileiros também torturavam e treinavam oficiais de outros países a torturar. Em um dos documentos divulgados no Paraguai, um militar brasileiro diz a Pinochet para enviar pessoas para se formarem em repressão no Brasil, em um centro de tortura localizado em Manaus.

Durante a ditadura, o Brasil sustentou política e materialmente governos que torturaram e assassinaram milhares de pessoas. Esconder essa conexão é fundamental para a Folha afirmar a suposta existência de uma “ditabranda” no Brasil. A ditadura brasileira não teve nada de branda. Ao contrário, ela foi um elemento articulador, política e logisticamente, de outros regimes autoritários alinhados com os EUA durante a guerra fria. O editorial da Folha faz eco às palavras do general Del Nero: “a gente só apoiava e financiava a ditadura; não há crime nisso”.

Não é coincidência, pois, que o mesmo jornal faça oposição ferrenha aos governos latino-americanos que, a partir do início dos anos 2000, levaram o continente para outros rumos. Governos eleitos no Brasil, na Venezuela, na Bolívia, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai passam a ser alvos de uma sistemática oposição midiática que, muitas vezes, substitui a própria oposição partidária.

A Folha acha a ditadura branda porque, no fundo, subordina a continuidade e o avanço da democracia a seus interesses particulares e a uma agenda ideológica particular, a saber, a da sacralização do lucro e do mercado privado. Uma grande parcela do empresariado brasileiro achou o mesmo em 64 e apoiou o golpe. Querer diminuir ou relativizar a crueldade e o caráter criminoso do que aconteceu no Brasil naquele período tem um duplo objetivo: esconder e mascarar a responsabilidade pelas escolhas feitas, e lembrar que a lógica que embalou o golpe segue viva na sociedade, com um discurso remodelado, mas pronto entrar em ação, caso a democracia torne-se demasiadamente democrática.

 

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MANDA VER, PRESIDENTA!!!

Posted by Liberdade Aqui! em 25/01/2011

DO CONVERSA AFIADA

Economia mundial vai bombar. Manda bala, presidenta!

 

O tsunami engoliu a urubóloga; e Jim surfou

Informações esparsas extraídas da recente cobertura do New York Times para a visita do líder chinês Hu Jintao, aos Estados Unidos.

A economia chinesa cresceu 10,2% em 2010.

A economia chinesa deve acrescentar US$ 1 trilhão ao PIB em 2011.

E’ como produzir uma Inglaterra, por ano.

Na última década, a China produziu TRÊS Inglaterras.

“A noção de que a China cresce ás custas do resto do mundo está três anos atrasada. O crescimento da China da’ aos Estados Unidos a chance de se recuperar muito mais rápido. “

Clique aqui para ler “Caças – Dilma pode mudar o jogo”.

“Ainda por um bom tempo, a maré de crescimento da China vai continuar em alta e os investidores deveriam anotar isso: alguns vão ficar mais ricos, antes.

“Os investidores podem se beneficiar da maré chinesa e investir em empresas que estejam na China.”

Essas observações são de Jim O’Neill, o economista do banco Goldman Sachs, citado pelo NY Times e que, dez anos atrás, criou o acrônimo BRICs para popularizar a ideia de que Brasil, Rússia, Índia e China formarão, breve, um bloco econômico mais forte que o G-7.

Quando veio o tsunami de 2008 e a urubóloga Miriam Leitão anunciou o desaparecimento do Brasil e de Lula da face da Terra, Jim  previu o fenômeno do “descasamento”.

Os países ricos iam cair em “U” – bruscamente e ficar muito tempo lá embaixo.

E os BRICs iam cair em “V “- cair e subir rápido.

Foi a marolinha do Lula.

Tragada pelo tsunami foi a ideologia derrotista da urubóloga.

Hoje saiu a notícia de que o FMI prevê um crescimento robusto para a economia mundial.

Presidenta, manda bala !

E paga um salário mínimo que deixe o Paulinho da Força feliz !

FMI prevê que economia global crescerá 4,4% em 2011

DA EFE

O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou a previsão de que a economia global crescerá 4,4% este ano, dois décimos acima do projetado há três meses, graças a uma atividade melhor do que a esperada na reta final de 2010.

As novas projeções apontam um crescimento global de 4,5% em 2012.

Em linha com o mencionado em outras ocasiões, o FMI lembrou nesta terça-feira que a recuperação em andamento tem duas velocidades, com os países emergentes à frente do pelotão e os avançados em um distante segundo lugar.

O Fundo, que publicou nesta terça-feira a versão atualizada do seu relatório semestral “Perspectivas Econômicas Mundiais”, destacou que nas economias avançadas a atividade desacelerou menos que o esperado.

 

Paulo Henrique Amorim

 

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“Amado pelo povo, detestado pela mídia”

Posted by Liberdade Aqui! em 22/12/2010

Via Terror do Nordeste

Venício Lima: Revisitando o poder da mídia

O fenômeno Lula, que deixa o poder, como observou um analista, “amado pelo povo e detestado pela mídia”, deve servir não só para uma reavaliação do papel da mídia, mas também como horizonte para aqueles que trabalham pela universalização da liberdade de expressão e pela efetivação do direito à comunicação.

Por Venício Lima*, em Carta Maior

Os resultados da pesquisa CNI/Ibope divulgados no dia 16 de dezembro confirmam uma clara tendência dos últimos anos e, ao mesmo tempo, recolocam uma importante questão sobre o poder da grande mídia tradicional. De fato, a aprovação pessoal e a confiança no presidente Lula atingiram novos recordes, 87% e 81%, respectivamente; e a avaliação positiva do governo subiu para 80%, outro recorde .

A confirmação dessa tendência ocorre apesar da grande mídia e sua cobertura política do presidente e de seu governo ter sido, ao longo dos dois mandatos, claramente hostil ou, como disse a presidente da ANJ, desempenhando o papel de oposição partidária.

Isso significa que a grande mídia perdeu o seu poder?

Monopólio da informação política

Parece não haver dúvida de que a mídia tradicional não tem mais hoje o poder de “formação de opinião” que teve no passado em relação à imensa maioria da população brasileira. E por que não?

Um texto clássico dos estudos da comunicação, escrito por dois fundadores deste campo, ainda na metade do século passado, afirmava que para os meios de comunicação exercerem influência efetiva sobre os seus públicos é necessário que se cumpram pelo menos uma das seguintes três condições, válidas até hoje: monopolização; canalização ao invés de mudança de valores básicos, e contato pessoal suplementar. Com relação à monopolização afirmam:

“Esta situação se concretiza quando não se manifesta qualquer oposição crítica na esfera dos meios de comunicação no que concerne à difusão de valores, políticas ou imagens públicas. Vale dizer que a monopolização desses meios ocorre na falta de uma contrapropaganda. Neste sentido restrito, essa monopolização pode ser encontrada em diversas circunstâncias. É claro, trata-se de uma característica da estrutura política de uma sociedade autoritária, onde o acesso a esses meios encontra-se totalmente bloqueado aos que se opõem à ideologia oficial” [cf. Paul Lazarsfeld e Robert K. Merton, “Comunicação de massa, gosto popular e ação social organizada” in G. Cohn, org. Comunicação e Indústria Cultural; CEN; 1ª. ed., 1971; pp. 230-253].

Aparentemente, a monopolização do discurso político “mediado” pela grande mídia – em regimes não-autoritários – foi quebrada pelo enorme aumento das fontes de informação, sobretudo com a incrível disseminação e capilaridade social da internet.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, quando de sua rápida visita ao Brasil, em abril passado, o fundador do diário espanhol El País, Juan Luis Cebrian, afirmava:

“…a internet é um fenômeno de desintermediação. E que futuro aguarda os meios de comunicação, assim como os partidos políticos e os sindicatos, num mundo desintermediado? Do início ao fim da última campanha presidencial americana, circularam pela web algo como 180 milhões de vídeos sobre os candidatos Obama e McCain, mas apenas 20 milhões haviam saído dos partidos Democrata e Republicano. As próprias organizações políticas foram ultrapassadas pela movimentação dos cidadãos. Como ordenar tudo isso? Não sei. (…) …hoje existem 2 bilhões de internautas no mundo, ou seja, um terço da população planetária já tem acesso à rede. Há 200 milhões de páginas web à escolha do navegante. Na rede, você diz o que quer, quando quiser e a quem ouvir, portanto, o acesso à informação aumentou de forma espetacular. Isso é fato [íntegra disponível aqui].

A disseminação da internet – ou seja, a quebra do monopólio informativo da grande mídia – aliada a mudanças importantes em relação à escolaridade e à redistribuição de renda que atingem boa parte da população brasileira, certamente ajudam a compreender os incríveis índices de aprovação de Lula e de seu governo, mesmo enfrentando a “oposição” da grande mídia.

Resta muito poder

Isso não significa, todavia, que a grande mídia tenha perdido todo o seu poder. Ao contrário, ela continua poderosa, por exemplo, na construção da agenda pública e na temerosa substituição de várias funções tradicionais dos partidos políticos, vale dizer, do enfraquecimento deles.

A grande mídia, em particular a mídia impressa (jornais e revistas), ainda continua poderosa como ator político em relação à reduzida parcela da população que se situa na ponta da pirâmide social e exerce influência significativa nas esferas do poder responsáveis pela formulação das políticas públicas, inclusive no setor das comunicações.

O fenômeno Lula, que deixa o poder, como observou um analista, “amado pelo povo e detestado pela mídia”, deve servir, não só para uma reavaliação do papel da mídia de massa tradicional, mas também como horizonte para aqueles que trabalham pela universalização da liberdade de expressão e pela efetivação do direito à comunicação.

*Venício A. de Lima é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Liberdade de Expressão vs. Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia, Publisher, 2010.

 

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PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Posted by Liberdade Aqui! em 19/08/2010

DO BLOG TUDO EM CIMA

Dilma Roussef, presidente:O sentido histórico de uma candidatura

Dilma representa, portanto, a linha de continuidade de uma luta interrompida pelo golpe de 1964, retomada no processo de redemocratização e que hoje se materializa em um governo com aproximadamente 75% de aprovação popular.

– Por Marco Aurélio Weissheimer em seu blog

O primeiro programa de TV da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República calou fundo. E a emoção que despertou não foi resultado de um truque de marketing. A excelência técnica, neste caso, foi submissa ao sentido histórico da candidatura. Entregou-se por inteiro, de joelhos – a qualidade de imagem, de edição, de som, de roteiro –, para narrar um pedaço da história recente do Brasil e para apresentar uma importante personagem dessa história. A imagem de abertura é simples e poderosa: uma estrada, um veículo e somos convidados a seguir em frente com as nossas crenças, paixões e compromissos. Essa jornada, no programa, não é uma invenção aleatória, mas sim um trajeto muito bem situado historicamente. Tem passado, presente e futuro. E estabelece nexos entre eles.
Há vários detalhes que devem ser destacados. Nos programas vitoriosos de Lula, em 2002 e 2006, a ditadura militar não foi tema no debate eleitoral. Agora, aparece já no primeiro programa de Dilma. Por duas razões. Os adversários de Dilma querem usar contra ela seu passado na luta armada contra a ditadura militar, apresentando-a como uma “terrorista”. O expediente, explicitado didaticamente na capa da revista Época, já depõe contra o candidato José Serra que, supostamente, também foi perseguido pela ditadura militar. Se não foi supostamente, ou seja, se foi de fato, não deveria jamais autorizar esse tipo de argumento autoritário e aliado do fascismo que governou o país por aproximadamente duas décadas. Mas o tiro da Época saiu pela culatra e ajudou a consolidar, na figura pública de Dilma, uma dimensão histórica que não era desejada por seus adversários (não deveria ser ao menos). A capa da revista vai, entre outras coisas, inundar o país com milhares de camisetas com o a fotografia de uma mulher que entregou-se de corpo e alma na luta em defesa da democracia. Então, ela não é apenas uma “gerentona linha dura”, sombra de Lula, sem história nem passado. A candidata não só tem passado, como o resgate desse passado parece incomodar o candidato Serra, ele também, supostamente, um resistente da ditadura.

Isso não é pouca coisa. Como tantos outros brasileiros e brasileiras valorosos, Dilma participou da resistência armada contra um regime criminoso que pisoteou a Constituição brasileira e depôs um presidente legitimamente eleito. E a palavra legitimidade adquire um sentido muito especial neste caso. A transição da ditadura para a democracia, como se sabe, ocorreu com muitos panos quentes e mediações. Muita coisa foi varrida para debaixo do tapete por exigência dos militares e seus aliados civis conservadores. E agora, uma filha da geração dos que lutaram contra a ditadura apresenta-se como candidata a disputar o posto mais alto da República. Mais ainda, como candidata a dar prosseguimento ao governo do presidente com a maior aprovação da história do país. Um presidente saído das fileiras do povo pobre, sindicalista, que também participou da luta contra o regime militar e ajudou a acelerar a transição para a democracia.

Dilma representa, portanto, a linha de continuidade de uma luta interrompida pelo golpe de 1964, retomada no processo de redemocratização e que hoje se materializa em um governo com aproximadamente 75% de aprovação popular. Ela representa também a possibilidade de outras retomadas para fazer avançar a democracia brasileira. Em outras palavras, é uma candidatura com sentido histórico bem definido, um sentido que remonta a um período anterior inclusive ao golpe militar de 1964. Quando Dilma diz que olha o mundo com um olhar mineiro e que pensa o mundo com um pensamento gaúcho, não está fazendo um gracejo regionalista, mas sim retomando uma referência histórica que remonta à primeira metade do século XX e que, ainda hoje, causa calafrios nas elites econômicas e políticas de São Paulo. Essas são algumas das razões pelas quais o programa de Dilma calou fundo. Ele fala da história do Brasil, de algumas das lutas mais caras (na dupla acepção da palavra, querida e custosa) do povo brasileiro, de vitórias e derrotas. Isso transparece em suas palavras e em seu olhar. Há verdade aí, não invenção de propaganda eleitoral. Ela viveu aquilo tudo e tem hoje a oportunidade de conduzir o Brasil nesta jornada, na estrada que nos leva todos para o futuro.

Passado, presente e futuro não são categorias isoladas e aleatórias. Um não existe sem outro. São diferentes posições que assumimos nesta estrada que aparece no programa. É um programa que cala tão mais fundo quanto mais percebemos os elos de ligação nesta jornada e a oportunidade histórica que essa eleição oferece de religar alguns fios dessa trama que, em função de algumas doloridas derrotas, acabaram ficando soltos pelo caminho.

Arte: @lucioberdan

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O IDEAL MAIS ALTO DA DEMOCRACIA E O PRECONCEITO DAS ELITES

Posted by Liberdade Aqui! em 14/06/2010

Do Blog do Nassif

O preconceito como arma política

Por Jotavê

O moralismo, hoje, não passa de uma racionalização do preconceito de classe.

Nada explicar o ódio da imprensa conservadora ao governo Lula, a não ser o preconceito. José Serra é, hoje, o candidato que propõe uma ruptura com o modelo econômico implementado no governo Fernando Henrique e seguido, no seu núcleo mais essencial (câmbio e juros), pelo governo Lula. É Serra, e não Dilma, que vocaliza um discurso que se opõe frontalmente a tudo aquilo que articulistas como Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg escrevem todo santo dia nos jornais. O atrito com Miriam Leitão durante a entrevista na CBN foi emblemático. Os dois têm pensamentos opostos. Apesar disso, Serra é o candidato de Miriam, de Sardenberg e de toda a imprensa conservadora que passou os últimos quinze anos defendendo exatamente o tipo de política econômica que Serra está criticando. É coisa de maluco. Só encontro uma explicação para isso: essas pessoas estão, acima de tudo, interessadas em apear do poder um grupo que se organiza em torno de uma pessoa mal nascida, monoglota, “apedeuta”, como se costuma dizer. Têm preconceito. São movidas por esse preconceito. Só que não podem confessá-lo aos outros, nem a si mesmas. Fazem o que, então? Racionalizam, e expressam suas emoções mais básicas de forma enviesada. Montaram um discurso moralista que pretende salvar a nação de um suposto bando de petistas canalhas – os “petralhas”.

Como todo moralismo, é pobre e, acima de tudo, hipócrita. Economiza-se a discussão propriamente política, para jogá-la no campo da moral e dos bons costumes, como se estivéssemos assistindo a uma batalha do bem contra o mal. Pouco importa o tipo de proposta que Serra esteja vocalizando. Importa mais o tipo de homem que ele é – uma pessoa culta, que fala várias línguas e tem hábitos semelhantes aos de seus apoiadores.

Esse tipo de discurso preconceituoso só cola, naturalmente, em quem é movido pelos mesmos preconceitos que os articulistas que o veiculam. Quem não aceita esse tipo de postura é levado a adotar uma posição reativa. Eu gostaria de estar aqui elogiando José Serra o tempo todo, pois concordo plenamente com o tipo de proposta que ele está fazendo para a condução da economia de um país que está se desindustrializando por conta de uma política cambial suicida e gasta quase tudo que arrecada no pagamento de juros. Gostaria, mas não posso. Mesmo concordando com Serra quando ele fala de economia, sinto-me impedido de fazer coro ao preconceito de classe da grande imprensa. Não consigo compactuar com a fábrica de mentiras que se montou em torno da candidatura Serra. O que é que se espera? Que eu leia uma reportagem como a que a Folha publicou sexta-feira passada e fique quieto? Que eu acredite que existe um “DNA da corrupção” determinando o fenótipo político dos petistas? Que eu perceba que o Brasil tem que voltar para a mão de gente que fala inglês direitinho? Posso até acabar votando em José Serra (eu sei lá em quem vou votar!), mas jamais farei coro a esse tipo de discurso. É uma alegria ver um operário governando o Brasil – e governando tão bem. Para além de qualquer crítica que eu possa fazer ao governo de Lula, é uma alegria ver realizado, nele, o ideal mais alto da democracia – a possibilidade que ela dá a qualquer cidadão de chegar ao poder pelo voto e governar o país.

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Simples. Verdadeiro. Invencível.

Posted by Liberdade Aqui! em 14/06/2010

Por Brizola Neto, no Tijolaço

Serra não é Lula. Dilma é Lula, Lula é Dilma. Simples

segunda-feira, 14 junho, 2010

Vejam que maravilha estas três óbvias afirmações do título. Óbvias, como eu disse, mas destruidoras dos planos que a direita havia traçado para fazer crer que estas eleições não seriam, como desde o início ficou claro, um embate plebiscitário entre dois projetos de Brasil.
Um, o neoliberal, desenvolvido durante oito anos por Fernando Henrique, de amoldamento deste país ao grande mundo do Mercado, que se traduziu, inclusive, na capitulação mental do seu personagem-símbolo. FHC assassinou seu passado e pôs-lhe como lápide a famosa frase “esqueçam o que escrevi”. Serra, em 2002, era a continuidade disso. Hoje, seria o retorno deste fantasma.
Outro, o nacional-popular – ah, que horror isso provocava na esquerda elitista uma par de décadas atrás! – que vem igualmente de longe. Vem da trajetória das lutas sociais, que só conseguiram, na história, avançar quando tiveram um líder, na prática, capaz de corporificá-las e quando obtiveram a cisão no mando das oligarquias regionais (quem tem dúvidas que o PMDB de hoje tem todas as semelhanças com o PSD de anteontem?).
Os nossos intelectuais elitistas – graças a Deus, muitos (e os melhores) não o são – torcem o nariz para isso. O “primado intelectual”, quando se desconecta da realidade e do seu dever – inclusive ético – de fazer os seres humanos mais iguais e o mundo mais justo, perde suas referências e fica a um passo da traição.
Nos salões da direita, na mídia conservadora e no ambiente da política convencional, seremos bem tratados, bem recebidos, considerados e elogiados. E, como o papel e os microfones aceitam tudo – e já não caem mais raios do Olimpo para fulmina-los – os que agem assim podem alinhar um milhão e uma explicações para encobrir nossa capitulação real com discursos “sociais” e “inclusivos”.
As Maria Antonieta da “modernidade”, ao ouvirem que o povo não tem pão, não tem escola, não tem casa, rebatem que, com elas, o povo teve como nunca telefones celulares, os brioches eletrônicos.
A sofisticação vazia é a nova cara da direita feroz e reacionária, que com o desenvolvimento da comunicação de massas não mais podia aparecer com a sua face hedionda.
E pode menos ainda, porque, com todas as limitações e concessões que fez, Lula mostrou, na prática, que o Brasil podia ser diferente. Que podia crescer, que podia distribuir, que podia olhar seu povo, que podia se afirmar no mundo. Que podia, numa palavra, se por de pé.

Reside aí a sua popularidade e reside aí sua invencibilidade eleitoral.
Um analista sofisticado poderia alinhar uma dúzia de fatores, desde os programas sociais ao crescimento do PIB.
Eu prefiro focar nisso: o povo brasileiro sente que pode ficar de pé, que pode recusar o fatalismo, o “as coisas são assim mesmo e assim serão sempre”.
Lula tem este sentido profundo. O povo brasileiro talvez não saiba se expressar, mas percebe, na sua sabedoria prática que este povo e este país podem governar a si mesmos.
E o Lula de hoje sabe disso, sabe que não é um simples dirigente político ou partidário, um simples participante de um jogo diletante, onde se pode perder e ganhar com “fair play”.
Ele não entregou sua sucessão ao jogo da política. Não escolheu Dilma à toa. Escolheu-a justamente por sua falta de ambições eleitorais e sua determinação de exercer o poder que tinha nas mãos.
E porque sabe que, por isso, não criará um corvo que se voltará contra ele e contra o que ele representou.
Porque Dilma, ao contrário de muitos intelectuais, sabe que os grandes personagens só surgem quando se deixam possuir pela história de seu povo e conseguem traduzir e simbolizar o processo social.
No dia 30 passado, escrevi aqui que o presidente não cedeu à tentação de cuidar de seu futuro e de seu retorno em 2014, deixando que as eleições se passassem como uma disputa entre candidatos, na qual uma eventual derrota não o atingisse pessoalmente.
Não entrou na onda do pós-Lula, como se tivesse cumprido seu papel e, depois dele, não importasse essencialmente o que viria.
Esta seria a atitude acertada para quem fosse apenas um político, mas errada para que é um líder.
É por isso que Lula é Dilma e Dilma é Lula. Isso não é um apelo eleitoral, é a tradução de que o presidente é fiador desta candidatura como a continuidade, mais profunda, do projeto que ele representa.
Por isso o presidente expressou isso de uma maneira simples e insofismável:””Meu nome não vai estar na cédula. Vai haver um vazio naquela cédula. E para que esse vazio seja preenchido, eu mudei de nome e vou colocar Dilma.”
Os intelectuais – ou semi-intelectuais – tolos dos quais se serve a direita, sobretudo na mídia, caem como patinhos na tentativa de desqualificar Dilma como “a sombra de Lula”.
Será possível que não vejam que isso é o melhor que se pode dizer dela, que ela é a projeção para o futuro desta realidade que o povo brasileiro percebe em sua vida e que aprova com os níveis recordes que não há pesquisa que pode esconder?
Essa é a grande maravilha da vida, a força da verdade, que rompe todas as cascas e surge, a despeito de todas as manipulações que se faz para ocultá-la.
O Serra “lulista”, com que a marquetagem procurou iludir a população, não teve força, como mentira que sempre foi, para sobreviver muitos dias.
Serra não é Lula.
Dilma é Lula.
E Lula é Dilma.
Simples. Verdadeiro. Invencível.

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