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Racismo: Polícia investiga caso da mulher negra humilhada no Walmart

Posted by Liberdade Aqui! em 16/03/2011

Do Vi o mundo

Afropress: Não, não somos racistas. Vai dizer isso para as vítimas

Polícia investiga caso da mulher negra humilhada no Walmart

Fonte: Afropress – 15/3/2011

Osasco/SP – O delegado Léo Francisco Salem Ribeiro, do 9º DP de Osasco, começará a ouvir, nesta quarta-feira (16/03), às 15h, os depoimentos da vítima e de testemunhas no Inquérito Policial que investiga os crimes de injúria racial, calúnia e difamação, contra a dona de casa Clécia Maria da Silva, 56 anos, praticados por seguranças do Hipermercado Walmart, da Avenida dos Autonomistas, em Osasco.

Além da própria dona de casa, serão ouvidos o padeiro Vagner Nisti e sua mulher, Sueli Aparecida Pereira Nisti, que presenciaram o fato e a acompanharam para registrar o Boletim de Ocorrência na Polícia.

Este é o terceiro caso, só este ano, que envolve crimes de discriminação contra negros em redes de supermercados e portas giratórias de bancos, em S. Paulo.

No dia 13 de janeiro, o menor T., de 11 anos, e mais três pré-adolescentes (os três negros) foram abordados por seguranças no Hipermercado Extra, da Marginal do Tietê, levados para um quartinho sob suspeita de furto e obrigados a baixar a bermuda sob ameaças de chicotadas e xingamentos de “negro fedido” e “negro sujo”. O garoto havia pago as mercadorias e o caso está sendo investigado pelo 10º DP da Penha.

No dia 09 de fevereiro, o poeta da Cooperifa, cantor, compositor e rapper, Luciano Dimes da Silva, o James Banthu, 28 anos, foi impedido de descontar o cheque do seu salário na Ação Educativa, onde exerce a função de arte-educador, no valor de R$ 504,00, por seguranças da agência do Banco do Brasil da Rua Regro Freitas, centro, com o apoio de dois Policiais militares que o revistaram sob ameaça de prisão. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

Caso Walmart

A violência discriminatória contra a dona de casa de Osasco, no Walmart, aconteceu no dia 16 de fevereiro, quando ela, após passar pelo caixa e pagar as mercadorias, foi abordada por um segurança do hipermercado, depois de andar alguns metros. “Deixe ver essas bolsas”, ordenou o homem, rispidamente.

Diante da reação da mulher assustada, o segurança teria acrescentado: “Isso acontece mesmo com os pretos”, retirando bruscamente as pequenas sacolas que a mulher carregava, sob os olhares de clientes da loja.

Em conseqüência, a dona de casa passou mal e teve de ser socorrida por ambulância da própria loja e removida para o Hospital Montreal, de Osasco, onde ficou hospitalizada por pelo menos quatro horas. A médica que a atendeu – Daniela Camargo – diagnosticou crise hipertensiva e disse a Érica Patrício da Silva, a nora da dona de casa que foi chamada para socorrê-la, que a dona de casa esteve muito próxima de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Hospital

Dona Clécia permaneceu internada cerca de 4 horas – entre as 18h52 e 22h50 – porém, posteriormente no sábado, dia 19/02, teve de voltar ao Hospital porque continuava se sentindo mal. “Ele [o segurança] me obrigou a abrir a bolsa, e depois que viu que não estava levando nada e que havia pago tudo, assinou o canhoto da comprinha que eu fiz. Não sei porque eles fizeram isso comigo”, contou, afirmando que, por morar na Vila Serventina, habitualmente fazia compras na loja.

Érica, a nora, que hoje também será ouvida, disse ter ficado muito assustada quando recebeu o telefone. “Ela me ligou desesperada. Venha aqui no Walmart, pelo amor de Deus. Quando cheguei a gerente do supermercado estava com a bolsa dela na mão. Eles estavam tratando dona Clécia como uma ladra, pelo traje que estava vestida e pelo fato de ser negra”, afirmou.

Risco de AVC

Segundo Érica, a médica do Hospital Montreal que socorreu a dona de casa, disse que sua pressão estava muito alta e que se demorasse um pouco mais teria tido um AVC. Ela contou que foram os próprios policiais militares, chamados para atender a ocorrência, que orientaram a fazer o registro da queixa na Delegacia.

Depois dos depoimentos previstos para esta quarta-feira, o delegado Salém Ribeiro também deverá ouvir o gerente da loja, os funcionários que transportaram a mulher ao Hospital, a médica que atendeu a ocorrência, e os PMs, que foram chamados pelos parentes da dona de casa.

Também deverão ser requisitados as imagens do circuito interno de TV da loja e pedida a administração do hipemercado que informe quem eram os seguranças de serviço no dia e horário em que o fato ocorreu. “Eu só quero Justiça”, finalizou a dona de casa.

 

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3 Respostas to “Racismo: Polícia investiga caso da mulher negra humilhada no Walmart”

  1. edlane said

    vey esse papo de discriminação uq eh isso em??
    kii munduh vivemos??
    kii horror naum importa cor raça nada
    somos humanos
    e todos sao iguais a nos
    independente de tudo pra um ser humano vim e flar absurdos como esse soh pq eh negro???
    kii horror!!!
    nem sei uq flar!!!
    vamos acabar com isso!
    by:nane

  2. Lk J.J. said

    Eu acho isso uma idiotice pura…

  3. Lk J.J. said

    vamos acabar com isso!

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