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“O que é realmente empolgante é que o Brasil não só está crescendo rapidamente, como as pessoas ganham renda e se movem das classes E e D para a classe C ou acima disso”

Posted by Liberdade Aqui! em 07/02/2011

Via blog do Favre

De chips a sementes, país atrai firmas de tecnologia

Sergio Leo – VALOR

Em 2012, o Brasil será o terceiro maior mercado em computadores para a Intel, e a empresa busca ativamente oportunidades de investimento no país, não só em máquinas mas também em software, segundo contou ao Valor, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o vice-presidente da Intel Capital, Keith Larson, responsável pelas operações da empresa em Taiwan, Coreia e América Latina. No domingo passado, ele foi da Suíça diretamente a São Paulo, para mais uma das seis visitas anuais que costuma fazer ao país.

“O que é realmente empolgante é que o Brasil não só está crescendo rapidamente, como as pessoas ganham renda e se movem das classes E e D para a classe C ou acima disso”, disse Larson. “Cresce também a tendência de as pessoas usarem essa renda para comprar ferramentas que as ajudem na carreira, nos estudos ou a manter uma vida social mais significativa.” Larson viajou ao Brasil para contratar mais um especialista dedicado a prospectar oportunidades de investimento no mercado brasileiro. Já tinha duas pessoas para prospecção de negócios.

Não é só o crescimento da renda que torna o Brasil atrativo para as grandes multinacionais de tecnologia de ponta. “Dou ao Brasil uma nota bem alta”, disse também em Davos, ao Valor, o vice-presidente executivo da Monsanto, Jerry Steiner, que também anuncia planos de expandir operações no Brasil. “O Brasil, nos últimos cinco anos, tornou-se o segundo maior país em investimentos da Monsanto”, diz Steiner. “O país já tem um grande papel, que vai aumentar, em garantir a segurança alimentar na Ásia.”


Grande mercado interno é um dos trunfos do Brasil

O que torna o Brasil atrativo à multinacional, segundo seu vice-presidente executivo, é o “previsível sistema regulatório”. Os testes com sementes dependem das colheitas, e, portanto, são feitos na base de dois por ano, em pesquisas que podem durar dez anos ou mais até o desenvolvimento de um produto, lembra Steiner. “Precisamos, como há no Brasil e falta em lugares como a Europa, de políticas sustentáveis e previsíveis, para viabilizar o investimento”.

É assunto polêmico para organizações não governamentais, que contestam o uso de organismos geneticamente modificados por causa de potenciais danos ao ambiente – algo negado com veemência pela multinacional, que, nos últimos anos, estreitou sua relação com o principal órgão de pesquisa agrícola do Brasil, a Embrapa, com quem planeja trabalhos conjuntos.

Mais recentemente, a Monsanto incluiu a cana-de-açúcar em suas pesquisas. Em breve, a Monsanto deve lançar uma nova semente não só resistente ao agrotóxico Round Up, da empresa, mas capaz também de defender-se por si própria de certos insetos, anuncia Steiner.

“O Brasil tem feito excelente trabalho”, atesta o executivo ao elogiar o ambiente regulatório brasileiro. Um depoimento surpreendente para quem lembra que, até poucos anos atrás, o Brasil costumava estar no alto das listas de queixas de empresas americanas sobre proteção à propriedade intelectual.

Reconhecidamente estável, favorável ao investimento em pesquisa e tecnologia, o Brasil tem ainda como trunfo seu grande mercado interno, como ressalta Larson, da Intel. Ele só desconversa quando o assunto é a instalação de uma fábrica de chips, como a que a empresa acabou montando na Costa Rica, após flertar com o Brasil.

O tipo de fábrica instalado no país centro-americano é o mais dependente dos custos trabalhistas, a montagem e teste do chip fabricado em outro local. Em todos os casos, fatores como disponibilidade de financiamento e logística influem na decisão de investimento, diz Larson. “Estamos sempre avaliando.”

O Brasil é o único local fora dos EUA onde a Intel produz placas-mãe de computador, com a associada Digitron, na qual tem maioria do capital. A empresa busca outras firmas para produzir placas-mãe de baixo custo, destinadas a um projeto que encanta seus executivos, a produção de computadores baratos para escolas, em convênio com governos estaduais.

“As pessoas não têm ideia de como a Intel investe também em software. Temos 18 mil pessoas nisso”, comenta Larson. A Intel quer investir, no país, em programas de computadores para as máquinas que serão distribuídas às escolas, e tem buscado desenvolvedores de programas operacionais de baixo custo de manutenção e utilitários, desde programas didáticos e de controle de aulas para professores a softwares de conteúdo, como história do Brasil.

A expansão da banda larga é uma das oportunidades que despertam maior interesse. “Indústrias como a de TV digital e comércio eletrônico vão ter uma tremenda aceleração com a instalação de uma ampla rede de banda larga”, prevê Larson. Ele fala dos investimentos da Intel no Brasil em propaganda para redes sociais e jogos pela internet como oportunidades vistas pela empresa no país.

“O Brasil, em 2012, estará à frente da Índia no segmento de mercado para computadores da Intel”, informa Larson. “Isso é impressionante.”

Sergio Leo é repórter especial e escreve às segundas-feiras

E-mail sergio.leo@valor.com.br

 

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