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Um Espaço de Liberdade de Expressão

A morte do cinegrafista da BAND

Posted by Liberdade Aqui! em 07/11/2011

Do Conversa Afiada

Quem matou
o cinegrafista da Band ?

Jornalista não é policial

 

O primeiro suspeito é a empresa, a Band, que autoriza seus profissionais a assumir riscos que nenhum jornalista deve assumir.

Jornalista não é policial.

O segundo suspeito é o diretor de jornalismo da Band, que, provavelmente, não fez seguro de vida para a família do cinegrafista.

O terceiro suspeito é, de novo, o diretor de jornalismo da Band, que permite transformar jornalistas em protagonistas: jornalista não compete com policial nem com traficante pelo protagonismo de uma reportagem.

Além do mais, para o espectador, que diferença faz se as imagens de um tiroteio com traficantes são do cinegrafista da Band ou da própria polícia ?

E mais: por que novas imagens de tiroteio com traficantes ?

Que novidade têm ?

Que informação adicional dá ao espectador ?

Qual a diferença entre o tiroteio de ontem e o tiroteio de hoje ?

Por que os cinegrafistas só filmam da perspectiva da polícia para os traficantes e, não, dos traficantes para a Polícia ?

Porque o jornalismo brasileiro não sobe o morro.

Só entra na favela com a cobertura da Polícia.

O que se passa lá dentro – para o bem ou para mal – não interessa.

O quarto suspeito é o policial que autorizou três equipes de televisão a acompanhar um tiroteio com traficantes.

O quinto suspeito é o Comandante da PM que permitiu que um policial admitisse que três equipes de televisão acompanhassem um tiroteio com traficantes.

O sexto suspeito é o Secretário de Segurança do Rio, que permite que uma ação policial se transforme numa reportagem espetaculosa.

Para o Bom (?) Dia Brasil, porém, num mau passo do Chico Pinheiro, a morte do cinegrafista da Band é uma restrição à liberdade de imprensa.

O tom da cobertura do Bom (?) Dia Brasil foi o de incriminar a política de segurança do Rio.

Como se sabe, a política de segurança do Rio é exemplar.

Combate o tráfico como nenhuma outra do Brasil – como se sabe, São Paulo consome mais carro, geladeira e viagens a Disney que o Rio, mas, cocaína, isso o Rio consome mais.

O projeto pioneiro das UPPs é um sucesso.

Mas, a política de segurança do Rio tem um grave defeito para o jornalismo dirigido pelo Ali Kamel, esse baluarte da liberdade de imprensa para divulgar atentados com bolinhas.

A segurança do Rio não é a do Governo Carlos Lacerda.

Nos bons tempos do Lacerda, o Secretário de Segurança Ardovino Barbosa mandava bater em jornalistas.

Como os do jornal A Noite, na Cinelândia, em 1961, na crise da Legalidade.

(O ansioso blogueiro era foca da Noite e testemunhou a “liberdade de imprensa” dos lacerdistas.)

Paulo Henrique Amorim

Uma resposta to “A morte do cinegrafista da BAND”

  1. MARY said

    acho corretissimo a postura que o jornalista tomou diante de tal fato.lamentavel, que mais uma vida seja ceifada,pela falta de postura de membros da nossa sociedade.o sensacionalismo pela noticia acaba levando essas pessoas a buscarem cada vez mais noticias,colocando em risco sua proprio vida.como ocorreu com esse senho.É um fato lamentavel,o Brasil todo sente.Era uma pessoa que so estava defendendo seu pão.bandidos filho da p.

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