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Um Espaço de Liberdade de Expressão

O SALÁRIO DO PROFESSOR E OS LARÁPIOS DA MÍDIA

Publicado por Liberdade Aqui! em 01/03/2012

Do Vi o mundo

O salário de professor e os heróis da mídia

16.02.12 – Brasil
Salário de professor

por Gabriel Novis Neves
Médico e ex-reitor da UFMT

do Adital, sugerido pelo leitor Paulo de Tarso, via e-mail

Estava me deslocando de carro com o rádio ligado em um programa de notícias locais. O entrevistado era o secretário municipal de Educação. A cada pergunta feita pelo experiente jornalista – que de poder entende tudo, vinha uma resposta redondinha.

A impressão que os ouvintes tinham, e também o próprio entrevistador, era de que a Educação básica em Cuiabá estava entre as melhores do mundo. Não se faz Educação de qualidade sem professores qualificados e motivados. Com alunos em espaços físicos inadequados, sem bibliotecas, laboratórios, áreas de lazer e alunos em tempo integral.

Para exercer a função de professor é necessário possuir curso superior e enfrentar um concurso público. Após ouvir maravilhas sobre esta Educação pública desconhecida pela população de Cuiabá – não se esquecendo de que os filhos dos ricos e políticos, frequentam Escolas particulares – veio a pergunta que todos os ouvintes gostariam de escutar: “Quanto ganha um professor de ensino básico na rede pública municipal?”.

A resposta não foi tão rápida como aquelas em que o secretário afirmou que não tínhamos crianças fora da Escola; que o número de creches estava sendo aumentado e que a Educação infantil caminhava para a sua universalização. Após uns segundos, o secretário respondeu: “Dentre as capitais brasileiras, Cuiabá é a segunda que melhor remunera os seus professores.”

Diante dessa afirmação, o jornalista, e, claro, os ouvintes, quiseram saber o valor desses salários. “Em meio período (20h), o professor ganha cerca de R$ 1.360. Em dois turnos (40h), o dobro” – respondeu o secretário. Estava encerrada a entrevista.

Tenho uma faxineira que nem sei se tem instrução primária. Chegou à minha casa indicada por amigos por seus méritos pessoais. Trabalha seis horas por semana, com direito a auxílio transporte, café da manhã, lanche, almoço e banho no final do expediente.

Não lava ou passa roupas, não cozinha, apenas faz a manutenção semanal do meu apartamento. Pago com satisfação R$ 85,00 por visita. Em um rápido cálculo verifiquei que, trabalhando cinco dias por semana, seu salário líquido era superior ao de um professor da segunda capital do Brasil a melhor pagar seus educadores.

Os nossos administradores públicos têm a infeliz mania de tapar o sol com a peneira. Se compararmos o salário que o mercado de trabalho oferece a outras categorias profissionais, veremos que o Brasil remunera muito mal seus professores. E o pior: parece que nossos dirigentes não têm consciência disso, ou têm?

No mínimo, eles deveriam reconhecer a nossa real situação educacional, qual seja: de baixíssima qualidade. Pesquisas recentes demonstram que é a estupidez de alguns países que os impede de investirem pesadamente na formação e profissionalização dos seus mestres, e Educação das suas crianças.

Diante dessa visão caolha com relação à Educação – e providencial para a sobrevivência de alguns grupos políticos – estaremos eternamente condenados a ser exportadores de alimentos e matéria- prima para os países que priorizaram a Educação.

A boa Educação passa, necessariamente, pelo bom professor.

Como somos um país rico, o projeto de lei mais importante que tramita no Congresso Nacional é aquele em que se dará o título de Heróis Nacionais aos jogadores titulares, e aos reservas, dos campeonatos mundiais de futebol de 1958, de 1962 e de 1970.

O texto prevê ainda um prêmio de R$ 100 mil para cada jogador titular e reserva, e um auxílio especial para a aposentadoria de heróis, como Pelé, Zagalo, Tostão, Rivelino, Leão e tantos outros atletas que tanto fizeram por eles, digo, pelo Brasil. Ser professor no Brasil é uma opção de vida quase sacerdotal. Herois são os da mídia, como a Luiza que voltou do Canadá.

[Fonte: Diário de Cuiabá (MT)]

Leia também:

Defensor Jairo Salvador: “Terrorismo patrocinado pela Prefeitura de São José dos Campos”

 

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Seja um verdadeiro militante, Heraldo!

Publicado por Liberdade Aqui! em 29/02/2012

Por Eduardo Guimarães, em seu blog

Heraldo Pereira, combata a falta de negros na Globo, agora

Nos últimos dias, o jornalista da Rede Globo Heraldo Pereira esteve em evidência por ter processado um desafeto de seu empregador que apontou um fato incontestável, mas de forma equivocada. Penso que o jornalista ganhou força para combater esse fato, pois está sendo apresentado, na grande mídia, como militante contra o racismo.

Pereira denunciou o jornalista Paulo Henrique Amorim por ter dito, de forma inadequada, o que basta olhar para a programação da tevê Globo para comprovar que é verdade: o jornalismo dessa emissora exclui negros, assim como as novelas, os comerciais e até o deprimente Big Brother Brasil, entre outros.

Aliás, vale lembrar daquele único “brother” negro da edição 2012 do BBB que, no primeiro dia do programa, foi questionado pelo apresentador sobre se, por ser o único negro entre quase duas dezenas de participantes, achava que deveriam ser criadas cotas para negros na televisão. O rapaz respondeu que não e poucos dias depois foi expulso do programa sem direito a defesa sob uma acusação que jamais se comprovou, de ser “estuprador”.

De qualquer forma, bem que o nobre Heraldo Pereira, que conseguiu uma das poucas e raras vagas que o jornalismo da Globo oferece a negros, poderia pensar, agora, também nos outros negros e, assim, passar a empreender uma campanha para que a emissora em que trabalha pare de discriminar negros em sua programação.

Pereira poderia começar argumentando com o fato de que, segundo o IBGE, o Brasil é hoje um país negro, pois mais de 50% da população se declarou negra no último censo, e, portanto, há uma desproporção inexplicável e escandalosa entre o perfil étnico do povo brasileiro e o que se vê na telinha da Globo.

Para ajudar a esse companheiro de luta contra o racismo no Brasil, portanto, apresento, abaixo, a prova de que negro quase não tem vez no jornalismo da Globo. Poderia fazer o mesmo com as novelas, com o BBB ou com a propaganda, mas podemos começar pelo jornalismo e depois iremos ficando mais ambiciosos.

Confira, abaixo, o perfil dos apresentadores dos telejornais da Globo e reflita se não faria sentido que o militante antirracismo Heraldo Pereira se preocupasse também com todos os que são barrados pela Globo, pois a composição étnica de sua programação nada tem que ver com a do país em que é apresentada.

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O SUCESSO DE DILMA, ANO 1

Publicado por Liberdade Aqui! em 26/02/2012

Do Conversa Afiada

Sucesso !
Neri e um ano de Dilma

Saiu na Folha (*) artigo de Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais e professor da EPGE, na Fundação Getúlio Vargas, Rio.

No dia 7 de março, quarta-feira, ele lança na Bolsa de São Paulo (a do Rio, o Naji Nahas fechou) um livro para ensinar a navegar com os emergentes.

Ao sucesso da Dilma, ano I (chora, Urubóloga, chora !):

(…)


Janeiro de 2012 coincide com o marco ano 1 depois da Dilma. Pois bem, as variações de 12 meses mostram:


1) crescimento da renda familiar per capita média da PME de 2,7%, que coincide com o crescimento observado entre 2002 e 2008, apelidado por muitos de “era de ouro mundial”, e superior ao 0% do ano 1 depois da crise de 2008; 2,7% de crescimento também coincide com o crescimento do PIB total de 2011, recém-anunciado pelo Banco Central. A diferença é o crescimento populacional de pouco menos de 1%, mantendo a tendência, observada desde o fim da recessão de 2003, da renda das pesquisas domiciliares crescerem mais que o PIB;


2) A desigualdade tupiniquim continua em queda de 2,13% ao ano, ante o 1,11% observado no período de 2001 a 2009, conhecido como o de “queda da desigualdade brasileira”. O Gini brasileiro foi, de 1970 a 2000, quase uma constante da natureza. A desigualdade brasileira está hoje 3,3% abaixo do seu piso histórico de 1960;


3)    Como consequência, a pobreza segue sua saga descendente ao ritmo de 7,9% ao ano, superior aos 7,5% ao ano da “era de ouro” citada. Reduzimos em 2011 a pobreza num ritmo três vezes mais rápido que o necessário para cumprir a Meta do Milênio da ONU de reduzir a pobreza à metade em 25 anos.


(…)

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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UMA DAS FACES MAIS TRISTE DAS OLIGARQUIAS BRASILEIRAS.

Publicado por Liberdade Aqui! em 21/02/2012

Do Brasil 247

Enquanto RedeTV! afunda, dono leva vida de sultão

Enquanto RedeTV! afunda, dono leva vida de sultão Foto: Divulgação

Amílcare Dallevo, em dívida com funcionários da antiga Manchete e da própria emissora, constrói a maior mansão de São Paulo e coleciona vacas milionárias; palácio tem dois helipontos, 18 quartos, 14 banheiros e cinema para 50 pessoas

20 de Fevereiro de 2012 às 16:03

247 – Dois helipontos, 18 quartos, 14 banheiros, duas piscinas e um cinema com capacidade para 50 pessoas. Essas são algumas das características da mansão que o empresário Amílcare Dallevo, dono da RedeTV!, está construindo nas cercanias do condomínio Alphaville 9. O palácio será o maior da Grande São Paulo, com área construída de 17 mil metros quadrados. Uma mansão mais suntuosa do que a do banqueiro Joseph Safra e tão chamativa quanto a que pertenceu ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira.

Nesta casa, viverão Amílcare, a esposa Daniela Albuquerque e os cães do casal, além dos futuros herdeiros. Antes de construir a mansão, Amílcare se destacou como um dos grandes compradores de vacas de elite do Brasil. São animais de alta genética, que permitem elevar as produtividades dos rebanhos. Nos leilões, Amílcare era sempre um dos mais entusiasmados compradores, adquirindo vacas avaliadas em mais de R$ 2 milhões.

É uma situação que contrasta completamente com a realidade vivida por suas empresas. Nesta semana, o programa Pânico, que era a principal atração da emissora, anunciou sua transferência para a Rede Bandeirantes. Alguns humoristas tiveram de vender bens pessoais para honrar compromissos financeiros. No jornalismo, o atraso salarial foi também denunciado pela apresentadora Rita Lisauskas, que foi sumariamente demitida.

Até agora, Dallevo não deu sinais de que pretende mudar seu estilo de vida. E talvez só a Justiça possa fazer com que ele abra os olhos para a realidade de seus funcionários. Recentemente, algumas das vacas adquiridas em leilões foram arrestadas para pagamentos de dívidas trabalhistas da antiga TV Manchete, que deu origem à Rede TV!. O problema é que, agora, além das dívidas herdadas da Manchete, há também o endividamento gerado por Dallevo na própria Rede TV!. Os humoristas do Pânico, por exemplo, já preparam uma megaação judicial contra o antigo patrão, que hoje leva vida de sultão (leia mais aqui).

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Dilma seguiu em frente, apesar dos corvos do PiG, e não deixou a peteca cair.

Publicado por Liberdade Aqui! em 21/02/2012

Do Conversa Afiada

Valor celebra Keynes.
Dilma não deixou peteca cair

O jornal Valor acaba de prestar comovente homenagem ao grande Lord Keynes.

E aos presidentes Nunca Dantes e JK de saias.

Que souberam usar o crédito público – especialmente do BNDES -  para anabolizar o consumo do brasileiro e botar a Petrobras para investir e dar emprego a brasileiros.

Que beleza, que vitalidade !

Tudo em benefício do brasileiro, objetivo último dos dois – e de Keynes.

O amigo navegante perceberá pelo trecho a seguir que o artigo do Valor prega exatamente o oposto.

Está muito preocupado com a dívida.

Talvez preferisse ver a economia  brasileira do tamanho da grega:

Crédito pós-crise foi para consumo

Por Claudia Safatle

Entre dezembro de 2008 – auge da crise financeira internacional – e dezembro de 2011 – auge da crise de dívida soberana nas economias desenvolvidas – o crédito no Brasil cresceu 10,7 pontos percentuais, passando de 38,4% do Produto Interno Bruto (PIB) para 49,1% do PIB. Cerca de 77% dessa expansão foi produto da ação dos bancos públicos.

Do aumento, apenas 3,4 pontos percentuais do PIB foram destinados às empresas e desses, 3,3 pontos do produto foram de responsabilidade do BNDES. Ou seja: sem o BNDES, o crédito bancário para a realização de negócios no país estaria hoje onde estava há pouco mais de três anos. O que cresceu foi o crédito para consumo.

O processo pós-crise de 2008, portanto, representou uma inversão radical em relação ao que vinha ocorrendo três anos antes. De 2005 a 2008 a expansão do crédito no país foi de 12,2 pontos percentuais do PIB, dos quais 7 pontos do produto destinaram-se às empresas e desses, apenas 1,1 ponto percentual foi da alçada do BNDES.

Expansão aumentou a dívida pública

O crescimento da oferta de empréstimos e financiamentos incentivou pouco os investimentos. Em 2011 a formação bruta de capital fixo correspondeu a cerca de 19,5% do PIB, uma performance parecida com a de 2008.

A engenharia montada para transferir recursos públicos ao BNDES e desse para o Banco do Brasil, para a Petrobras e para o setor financeiro e real da economia, gerou uma rede de complexas interconexões, com um resultado líquido e certo: o aumento do endividamento público.

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Carnaval-esporte da Globo: Quem é que se preocupa com ideias, na época do marketing do corpo? Tá tudo expresso lá, em tatuagens e peitos falsos.

Publicado por Liberdade Aqui! em 20/02/2012

Do Vi o mundo

O comunista Amado, na esquina do futebol com o samba

por Luiz Carlos Azenha

Ver o desfile das escolas de samba na Globo é sempre um exercício divertido. Aparentemente os que dirigem o espetáculo decidiram que a transmissão andava muito morna e decidiram acelerar o ritmo. O ritmo agora é o do twitter, de tal forma que você engole sem sentir o gosto.

É um bombardeio visual que considera que os telespectadores — aqueles poucos que resistem — não têm tempo nem disposição para relaxar diante da TV, em plena madrugada de Carnaval.

Como falam os narradores, atravessando o samba!

A Globo transformou o Carnaval do Rio num bigmac visual, mas decidiu que a gente leva tempo demais para digerir e desocupar a mesa. E, por não acreditar que temos paciência, assumiu como missão nos enfiar lugares-comuns goela abaixo.

E tome truques visuais para fazer “passar o tempo”. Quando você começa a tomar gosto por algum samba-enredo, eles se encarregam de contar uma “história de superação”.

Com muita propriedade, a Globo entregou a narração a profissionais do esporte. É o casamento do samba-pagodeiro com o futebol e as celebridades.

O problema é que os narradores parecem acreditar que estamos realmente interessados em suas “impressões pessoais”.

Ou nas “histórias de superação”, a que tudo é resumido.

Joãosinho Trinta? Superação.

Romero Britto? Superação.

Jorge Amado? Superação?

Foi engraçado ver o narrador da Globo dançando em torno do fato definidor da vida e da carreira de Jorge Amado: ele era comunista (não há implícito, nisso, nenhum elogio à obra de Amado, que muitos acham repetitiva e rasa).

Amado, homenageado pela Imperatriz Leopoldinense, foi identificado duas vezes, de forma envergonhada, como deputado do Partido Comunista, mas o grande mérito da obra dele, na visão da Globo, parece ter sido o de inspirar montagens de novelas… da Globo.

Portinari, homenageado pela Mocidade, não foi identificado como comunista, mas empacotado junto com Romero Britto no escaninho dos “grandes artistas brasileiros”.

Curiosamente, os narradores da Globo destacaram positivamente o comercialismo da obra de Romero Britto, homenageado pela Renascer de Jacarepaguá. Para formar o quadro, Britto apareceu depois do desfile falando português com sotaque, uma espécie de versão brasileira do Gonzalo Sánchez de Lozada, o presidente boliviano que mal falava espanhol.

[Tendo morado quase 20 anos nos Estados Unidos, sei que nenhuma pessoa perde a capacidade de falar o português sem sotaque, a não ser que faça esforço para 'esquecer' o idioma]

Portanto, anos-luz separam Portinari de Romero Britto.

O primeiro ao menos fez um esforço intelectual para integrar a essência do Brasil à sua arte, que engajou numa tarefa transformadora (para arrepio dos que lamentam o realismo socialista); o segundo integrou as cores brasileiras à sua arte para vender em tempos de globalização. Uma espécie de Andy Warhol pernambucano, atrasado.

Não apareceu ninguém na Globo para notar a ironia.

No Carnaval-esporte da Globo já não cabem ironias.

PS do Viomundo: Quem é que se preocupa com ideias, na época do marketing do corpo? Tá tudo expresso lá, em tatuagens e peitos falsos.

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O povo não é bobo… fora rede globo!

Publicado por Liberdade Aqui! em 20/02/2012

Do Conversa Afiada

O Carnaval que a Globo
não conseguiu sufocar

No Galo: Dilma e Lula, que escapou do Sirio e da Folha. (Foto: Geórgia Pinheiro)

A Globo fez duas parcerias estratégicas.
Com o Mr Teixeira, did you accept the bribe, e monopolizou o Brasileirinho e a Copa.

E com os bicheiros das escolas de samba do Rio.

Duas companhias enobrecedoras, virtuosas.

Ainda que funestas.

A Globo e Mr. Teixeira transformaram o futebol brasileiro numa pelada da segunda divisão de qualquer futebol europeu.

(Na Espanha, esse Brasileirinho pegava uma Terceira Divisão.)

E a seleção do Galvão ?

A Globo pasteurizou, uniformizou e deformou irremediavelmente o carnaval das escolas de samba.

A escola de samba se tornou um espetáculo que tem a forma e as celebridades que a Globo impôs.

A certa altura dos anos 80, por um ano, a TV Manchete tomou o desfile da Globo.

Para nunca mais.

A Globo se assustou e esculpiu em pedra a aliança com os bicheiros.

Em troca do monopólio, as escolas tiveram que fazer um espetáculo para a Globo.

É um Cirque du Soleil de Las Vegas.

Roda em qualquer arena.

Janio de Freitas, na Folha deste domingo, na página A7, trata da expressão “carnaval carioca”, que, segundo ele, “não tem mais sentido”.

“O desfile das escolas de samba não é Carnaval, simplesmente.”

Como o povo não é bobo, o Carnaval foi para a rua.

E dois milhões de cariocas foram para a Avenida Rio Branco brincar o Carnaval  do ” segura, meu bem, a chupeta”, com o Bola Preta.

A Preta Gil levou um milhão.

 

O Simpatia quase Amor ocupou Ipanema e o Arpoador.

Em Recife e em Olinda, onde a Globo não manda, e onde o Carnaval não cabe num camarote , aí o Carnaval rola solto.

A Globo sufocou o teatro brasileiro, e transformou Miguel Falabela no Jorge Andrade contemporâneo.

Sufocou o cinema.

Quantos séculos se passarão até que o cinema brasileiro global faça um “Um conto chinês”?

Mas, com o Carnaval vai ser mais difícil.

É que o povão não é bobo.

Em tempo: vamos ver se com o novo desenho do Sambódromo e com os bicheiros em cana as escolas tenham que mudar. Com menos dinheiro e mais espaço para a escola – e a plateia possa invadir a pista -  a  coreografia da Globo talvez vá para o saco.

Paulo Henrique Amorim

 

O Galo da madrugada (Foto: Geórgia Pinheiro)


 

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A Ilusão do Discurso da Ética

Publicado por Liberdade Aqui! em 19/02/2012

Via Portal Nassif

A Ilusão do Discurso da Ética

Enviado por luisnassif, dom, 19/02/2012 – Autor: 

Punir os excessos do mal, mas não eliminar a causa. Esse é o destino da Ética no discurso pós-moderno repleto de palavras mágicas como “responsabilidade”, “transparência”, “sinceridade” etc. De ciência da moral que buscava as bases racionais da Verdade e do Bem, hoje a Ética é absorvida pelo subjetivismo, relativismo e fragmentação. Talvez seja o motivo pelo qual a permissividade da sociedade de consumo convive com o espírito da vigilância hiper-moralista.

Se há uma coisa que o Gnosticismo enquanto método de análise de uma realidade (seja cinematográfica – como no caso desse blog – seja política ou econômica) nos ensina é saber diferenciar entre uma análise ontológica e uma análise moralista. Toda análise moralista pretende combater os excessos do mal, mas não eliminar a causa. Parte do princípio de que esses excessos se originam em comportamentos e motivações corrompidas puramente individuais. Diferente disso, uma análise ontológica vai à radicalidade ao ver o mal não nos excessos, mas na própria estrutura que confina os indivíduos.

Esse parece ser o destino da palavra “Ética” na sociedade contemporânea: decair para o campo do julgamento moralizador,  do relativismo e do subjetivismo.

“Conscientização” e “Ética” são palavras repetidas como um mantra para a solução de todos os problemas na sociedade. Poluição, trânsito, violência, intolerância, crises financeiras, especulação, corrupção etc., parece que todos os problemas clamam pela necessidade de que os indivíduos conscientizem-se das implicações éticas dos seus atos. O bem comum, o outro, a própria sociedade necessitam de que todos tomem consciência de palavras mágicas como “responsabilidade”, “sustentabilidade”, “transparência”, “sinceridade” e assim por diante nas ações em todos os setores de relações humanas.

Nunca se falou tanto em Ética. Da ciência geral da moral na Filosofia, ela acabou se fragmentando em diversas éticas: ética profissional, ética religiosa, ética ambiental, ética conjugal, ética nos negócios e assim em diante. Se um setor da práxis social apresentar alguma prática que cause injúria ou prejuízo a algumas das partes, reivindica-se um comportamento “ético”.

Em Aristóteles a Ética buscava a

fundamentação racional da busca do

Belo, da Verdade e do Bem

Em busca da fundamentação para o bom modo de viver humano em busca do Belo, da Verdade e do Bem, a Ética nas suas origens aristotélicas buscava refletir como o homem deveria se portar no meio social. Se a moral possui um caráter obrigatório em torno de tabus, tradição e cotidiano, a Ética buscava um caráter reflexivo. Isso significa que buscava, através da convicção e inteligência (e não mais pela obediência), um conjunto de valores objetivos para toda a práxis humana.

Mas o que testemunhamos hoje é a fragmentação da reflexão da Ética, como se cada setor da sociedade, relativamente aos seus objetos e diferentes agentes, necessitasse de um estudo ético especializado.

Além dessa fragmentação, o que chama a atenção é o subjetivismo da ética pós-moderna. Categorias psicológicas ou intimistas são usadas para julgar relações sociais, papéis e estruturas cuja natureza é ontológica, isto é, têm uma dinâmica interna que independe da personalidade do indivíduo que ocupe a posição.

Por exemplo, analisar a atual crise dos mercados financeiros como o resultado da ganância, ambição, compulsão e luxúria dos agentes econômicos é reduzir estruturas da economia política a categorias psicológicas ou de caráter. O resultado são análises moralistas que distinguem os “bad guys” dos “good guys”, exigindo-se regulamentações e freios éticos. Documentários como o premiado “Trabalho Interno” (Inside Job, 2010) e as denúncias do documentarista Michel Moore vão por essa linha (veja links abaixo).

Da mesma forma, reivindicar leis rígidas, fim da impunidade ou projetos de “conscientização” e “educação” para combater a violência no trânsito é inócuo por reduzir todos os problemas ao excesso e falhas de caráter do indivíduo numa sociedade que celebra e glamoriza a velocidade (veja links abaixo).

>>>>>>>>>>>>>>> Leia mais>>>>>>>

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Folha de São Paulo já começou a campanha a favor dos parceiros tucanos. Produz matéria para atacar Haddad

Publicado por Liberdade Aqui! em 19/02/2012

Observe as manchetes dos links (em vermelho) para ver como a Folha de SP vem com todas as suas forças tendenciosas e antijornalística pra cima de Fernando Haddad, dando todas as senhas para os parceiros políticos de sempre atacarem a candidatura do petista. Tem dica pra bancada religiosa, pra bancada da educação, e principalmente para os conservadores que ainda acreditam que SP é a locomotiva do país (como diz o PHA, tá mais pra Maria-fumaça ou ferrorama).

As manchetes:

Kassab apoiará Cerra (com C mesmo) se este for candidato - ah que novidade, mas essa é para os reaças de todas as espécies.

Suplicy alfineta tucanos... – como se todos não soubessem que quando querem tirar casquinha do PT bebem sempre da mesma fonte, o senador petista.

Haddad diz que uso político “do kit gay” estimula a violência. - ´é exatamente isso que a Folha de SP quer, junto com seus parceiros que estão no poder em SP há 20 anos. Por que o jornal faz uma chamada desta, utilizada especialmente pelo mais homofóbico de todos os deputados, Jair Bolsonaro, que inventou este apelido insano. O kit é anti-homofobia (que deveria sim, estar em todas as escolas, para auxiliar no fim desta violência contra os homossexuais, e que ocorre com muito mais frequência em SP), e é onome corrreto a ser chamado – kit anti-homfobia  – se a Folha de São Paulo fosse um jornal sério, mas tem o rabo preso, logo tem que produzir manchetes e mais manchetes negativas a Haddad, para que o pessoal do atraso, os mesmos que compram milhares de assinaturas desse jornal e de outras porcarias mais com o dinheiro do contribuinte, possa utilizar no horário eleitoral.

Tomara que os paulistanos abram os olhos e a mente para não serem enganados novamente pela velha mídia golpista e pela direita mais retrógrada deste país, e acerte o voto… SP não pode mais avançar no atraso.

Da Folha de São Paulo

Falhas do Enem serão vidraça de Fernando Haddad na eleição

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ANTÔNIO GOIS
DO RIO

Um almoço no início de 2009 no gabinete do então ministro da Educação, Fernando Haddad, selou o destino do exame que agora virou uma fonte de dores de cabeça para sua campanha à Prefeitura de São Paulo.

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi criado em 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de substituir gradualmente os vestibulares.

Kassab diz ao PT que Serra deve disputar eleição com seu apoio
Suplicy alfineta tucanos por causa de prévias do PSDB em SP
Haddad diz que uso eleitoral de ‘kit gay’ estimula violência

Alessandro Shinoda-28.jan.2012/Folhapress
Pré-candidato petista à Prefeitura de SP, Fernando Haddad
Pré-candidato petista à Prefeitura de SP, Fernando Haddad

Mas poucas universidades públicas haviam aderido integralmente a ele em 2009, alegando que ele não selecionava os melhores alunos.

Apesar disso, parte dos reitores cobrava que o MEC centralizasse os vestibulares das instituições. O caminho natural era reformular o Enem.

Haddad ouviu três propostas durante o almoço: acelerar a realização do exame em 2009, adiar a ideia para 2010, ou deixar tudo para 2011, quando um novo governo tomaria posse.

Poucos apostavam que o ministro seguiria no cargo se Dilma Rousseff fosse eleita presidente. Optou-se então pela sugestão do então presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, de fazer tudo logo.

Haddad e Fernandes diziam que era preciso tomar uma decisão ousada, sob o risco de a ideia se perder.

Após a garantia do Inep de que tinha condições de garantir a logística necessária para realizar a prova, Haddad pisou no acelerador. Com o ano letivo já iniciado, mudou o conteúdo da prova, mobilizou reitores para aderir ao formato e agilizou a licitação.
Duas empresas disputavam. Haddad e Fernandes davam como certa a vitória da mais experiente, mas, a dois meses da prova, a fundação Cesgranrio desistiu da disputa, alegando falta de tempo para realizar o exame.

O Enem caiu então no colo de um consórcio inexperiente, o Connase. O teste vazou, teve de ser cancelado e reaplicado mais tarde.

A gráfica Plural, parceria do grupo Folha com a Quad Graphics, foi contratada pelo consórcio para imprimir as provas. A Plural diz que o vazamento ocorreu na fase de manuseio da prova, etapa que já não era de sua responsabilidade, mas do consórcio.

Procurado pela Folha para falar sobre o Enem na semana passada, Haddad não quis se manifestar. Em entrevistas anteriores, ele sempre elogiou o exame e criticou o exagero na cobertura de problemas “pontuais”.

Em 2010, provas e cartões de resposta saíram com erro e alguns alunos (0,1%) tiveram de refazer o teste. Em 2011, alunos de um colégio de Fortaleza tiveram acesso antecipado a 14 questões.

Haddad já admitiu em conversas reservadas que seus críticos têm razão ao dizer que o Enem carece de um banco de questões com número suficiente de perguntas para permitir a realização de mais de uma prova por ano.

A realização de duas ou mais provas por ano reduziria a tensão dos estudantes que dependem do Enem para entrar na universidade, oferecendo novas oportunidades de fazer o exame.

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Sérgio Lírio na Carta Capital: Crime sem mandante, corrupção sem corruptor

Publicado por Liberdade Aqui! em 18/02/2012

Da Carta Capital

Caso Kroll

Brasil: crime sem mandante, corrupção sem corruptor

Por Sergio Lirio

Inspirado pelo texto de Paulo Henrique Amorim (Leia AQUI), que reproduzimos neste site, faço um adendo à decisão da Justiça Federal de livrar o banqueiro Daniel Dantas do crime de espionagem e formação de quadrilha no caso Kroll.

O Brasil é um país onde crimes não têm mandantes e corrupção não tem corruptores, só corruptos.

O banqueiro Daniel Dantas, investigado no caso Kroll

Relembrem a dificuldade em levar a júri os fazendeiros que contrataram o assassino de Dorothy Stang, como se o matador tivesse acordado um dia e decidido por livre e espontânea vontade prestar um “serviço público: livrar os pobres fazendeiros paraenses da religiosa cri-cri.

O mesmo se dá agora. Certamente o pessoal da Kroll condenado pela Justiça decidiu espionar os desafetos e concorrentes de Dantas à revelia (quem sabe contra a vontade) do banqueiro. Imagino a cena: o dono do Opportunity exige de forma veemente que os serviços sejam prestados dentro dos limites da lei, mas acaba enganado pelos inconfiáveis arapongas, ávidos por bisbilhotar a vida de gente que eles mal conhecem. A inocência é uma característica da beatitude – e serve bem à intenção de muitos de transformar Dantas em um santo.

Por fim: basta qualquer investigação, no Congresso ou na Polícia Federal, se aproximar dos nomes dos corruptores privados para que a apuração seja sumariamente enterrada. Esta é, aliás, a forma mais eficiente de acabar com uma CPI.

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